Empresas correm para investir em startups; entenda as corporates ventures

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Por Lucas Bicudo

9 de Maio de 2016 às 18:50 - Atualizado há 4 anos

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Uma expressão que talvez você não tenha ouvido, mas que é muito importante é “Corporate ventures“. No grosso do grosso, essas são novas unidades de negócio desenvolvidas em empresas que já existem e estão consolidadas. Vejamos tudo que está intrínseco por detrás dessa definição.

O conceito vem dos chamados venture capitals – investidores de risco que aplicam recursos em empresas que estão em estágio inicial de desenvolvimento e visam lucro lá frente. A diferença é que, neste caso, esses investidores são empresas e organizações que possuem formas de investimento e os objetivos distintos.

Um investidor tradicional costuma entrar em uma empreitada com seus recursos financeiros ou através de mentoria para a gestão. Já uma organização, como ocorre nos casos de estrutura corporate venture, pode oferecer, além do capital, tecnologia, força de marca e canais de distribuição.

O intuito de uma empresa adotar esse modelo de negócios é criar novos selos que estejam isolados da organização e que são capazes de identificar ideias e oportunidades paralelas. A grande vantagem é que dessa maneira é possível manter seu novo negócio livre dos controles e processos burocráticos que são necessários às grandes corporações – e que tiram a flexibilidade e dinamismo de quem procura inovação. Quanto maior o grau de inovação do produto ou do serviço, maior é a necessidade de se manter longe das estruturas existentes das grande organizações.

Então a ideia que valida um modelo como esses é a nutrição, força e proteção de um projeto que terá condições de frutificar e ajudar a expandir as oportunidades de inovação de uma empresa mãe.

Modelos

Existem dois modelos de investimento para uma corporate venture: o primeiro é estimular um novo negócio que está nascendo dentro de uma própria empresa, a partir do que é chamado de spin-off, ou buscando pelo mercado algo que beneficie o negócio da empresa mãe.

Existe, nesse processo, um zelo especial acerca do alinhamento de interesses e interface entre uma parte e outra, seja o processo interno ou externo. Apesar dessa importância, é preciso também que haja uma atenção extra para que não crie nenhum tipo de sufocamento e/ou pressão.

Enquanto intervir excessivamente pode colocar a corporate venture no olho do furacão de entraves burocráticos, o distanciamento total pode acabar transformando a organização mãe em uma mera investidora.

A questão é que esse tipo de investimento se baseia na necessidade e desejo de uma grande empresa em inovar, mesmo que a princípio sejam iniciativas que pouco importam para seus negócios principais. Por que então não investir em um departamento ou setor interno de inovação? Na segunda opção, o resultado quase invariavelmente acaba saindo em projetos incrementais e complementares ao “core business”;  já um corporate venture oferece mais possibilidade de disrupção.

A estrutura é uma importante ferramenta de inovação, podendo gerá-la com base em experimentação de novas tecnologias e mercados e energia empreendedora de caras novas querendo contribuir.

Hoje já são centenas de empresas investindo em corporate venture – algumas com resultados muito expressivos. A Intel é uma, junto com Unilever, IBM, Qualcomm e GE, todas elas bons exemplos desses casos em nível mundial. No Brasil é podemos colocar nomes como Votorantim, Intel, Buscapé, Siemens, Embraer e Telefonica.

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