“A diversidade faz parte do futuro do trabalho”, diz sócio da BetaHauss

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

27 de setembro de 2018 às 07:59 - Atualizado há 2 anos

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A inovação nem sempre é feita apenas pela tecnologia, mas também pela adoção de novos caminhos, como o de inclusão. Isso é o que acredita Patricia Nicieza, diretora de RH da Avianca e Gustavo Albuquerque, sócio da BetaHauss. O que os dois executivos têm em comum? Além de trabalharem com a gestão de pessoas, tiveram contato direto com a diversidade em empresas. 

Patricia esteve à frente do projeto Donas do ar, formando a primeira turma de mulheres pilotas do Brasil. “A iniciativa foi uma porta de entrada para o tema diversidade na Avianca. As mulheres na tripulação técnica representavam apenas cerca de 1.3% do total”, explicou a executiva durante o RH Day 2018. Ao final do projeto, o número de pilotas na companhia passou de 13 para 35.

Já Albuquerque foi sócio fundador e diretor de operações da Egalitê, empresa de recursos humanos direcionada à pessoas com necessidades especiais. “Acompanhei o processo de inclusão de mais de 2 mil candidatos, e isso mudou a forma como eu vejo as organizações. A diversidade faz parte do futuro do trabalho e está crescendo cada dia mais”, ressaltou.

O valor da inclusão

Para Albuquerque, a inclusão impacta diretamente todos os setores da empresa. “Quando a empresa está preparada para lidar com as diversidades, acaba gerando inovação, colaboração e uma série de benefícios”. Para o executivo, a formação de um comitê pode ser um dos primeiros passos para gerar inclusão. O tema tem sido tão discutido que um novo cargo já está sendo criado nas empresas: diretor(a) de diversidade.

Patricia acredita que valorizar cada um dentro da organização representa uma visão de futuro. “No passado, tudo era muito padronizado. Hoje, temos o resgate do indivíduo e movimentos de inclusão para minorias”, disse. A executiva acredita que as empresas que querem se transformar podem começar com uma causa – no caso da Avianca, a igualdade de gênero – para aos poucos avançar.

Durante a execução do projeto Donas do Ar, a diretora de RH ressaltou também a importância de ter o apoio das lideranças. “O papel do CEO foi chave nesse processo. O que poucos entendem é que existe um grande desafio para começar um movimento como esse em uma organização”. Assim, o RH tem um importante papel: mobilizar a companhia e fazer com que os projetos saiam do papel para construir, junto aos times, a diversidade e um olhar mais amplo.

Foto: Eduardo Viana