Como a Starbucks ganhou US$ 300 milhões explica como ela virou um exemplo

Da Redação

Por Da Redação

29 de março de 2018 às 10:34 - Atualizado há 2 anos

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Seattle é a casa de duas das maiores empresas de tecnologia do mundo: a Amazon e a Microsoft. Pode-se dizer que existe pelo menos mais uma por ali que merece um título similar, a rede de cafeterias Starbucks, que desenvolveu uma estratégia forte de aquisição digital e vem se tornando cada vez mais exemplo entre as empresas tradicionais que abraçaram a Nova Economia.

A companhia estagnou nos últimos anos, em relação ao número de pessoas que ela levava em suas lojas. Mesmo assim, foi capaz de aumentar suas receitas trimestrais em US$ 300 milhões – muito por conta de melhorias incrementais na experiência de consumo, para US$ 6 bilhões quando comparada com um ano anterior. E não foi mudar a qualidade de seu café (coisa que já era excelente).

Praticamente todo o crescimento de receita da Starbucks vem do aumento de rentabilidade proveniente de algumas mudanças, que aumentaram os ganhos em mercados-chave como Estados Unidos, Europa e China. Nestes lugares, a rede é sinônimo de “pagamento por aplicativo”. Até a Apple ficou impressionada com isso.

São mais de 15 milhões de usuários habilitados no aplicativo para realizarem pagamentos online, entre 75 milhões de pessoas que visitam lojas da Starbucks todos os meses. Esses 15 milhões também participam do programa Starbucks Rewards, que permite que eles (usando o aplicativo) ganhem café gratuitamente.

Este número, porém, também não tem uma margem para crescer com a velocidade desejada pela companhia. “Nós sabemos que vamos converter 1 ou 2 milhões por ano no programa de fidelidade, mas o que mais podemos fazer?”, indagou Scott Maw, executivo da empresa em um painel de um evento no JP Morgan.

E a companhia agora planeja abraçar a Nova Economia de vez para aumentar ainda mais os ganhos. O aplicativo passará a processar o pagamento de todos os usuários da rede – antes, apenas quem estava no programa de fidelidade.

Isso é uma melhoria capaz de aumentar os resultados da empresa em alguns pontos percentuais (que, no caso da Starbucks, são vários milhões de dólares). Só de abrir para os clientes fidelizados, já foram US$ 300 milhões de ganhos a mais. Imagina quando isso atingir a grande maioria dos clientes?

Além disso, “popularizar” o pagamento via aplicativo permite que a Starbucks (uma loja física) entre em um segmento de ganhos mais promissores: marketing digital, coisa que as lojas físicas pouco exploram. “Obviamente, temos a habilidade de capturar os e-mails, as informações e o número de seus celulares e começar a anunciar diretamente para as pessoas”, destacou Maw no mesmo painel.

Poder usar o aplicativo também deverá fortalecer o programa de fidelidade, a pessoa baixa o app, conhece as oportunidades e acaba entrando neste programa de maneira mais orgânica. Ao invés de 1 ou 2 milhões por ano, a empresa talvez consiga converter um número maior de pessoas.

Poucas empresas de varejo físico estão usando o marketing digital como ele deve ser usado – as empresas nativas dos meios digitais estão fazendo grandes “incursões” neste segmento e destruindo as empresas estabelecidas. E a Starbucks sabe que isso se aplica para qualquer tipo de negócio e que o ramo de alimentos não é exceção, principalmente em um mundo que está caminhando para um aumento cada vez maior de mobilidade.

Daqui a alguns anos, será muito comum termos ambientes para aluguel para empresas digitais, como se fossem “cozinhas” ou “lojas” na nuvem – essa é a aposta do ex-CEO do Uber, Travis Kalanick. Isso reduziria fortemente os custos para abrir uma nova “rede” de cafeterias, eliminando um dos grandes “fossos” de defesa que ela tem em relação ao resto do mercado.

A Starbucks sabendo que não pode vacilar, resolveu seguir o caminho de não ficar obsoleta. Resolveu seguir o caminho das pequenas mudanças incrementais que podem ser importantes para que ela seja cada vez maior. E isso pode garantir que ela tenha um futuro.

A área de pagamentos por celular é uma grande oportunidade para empresas desenvolverem soluções que podem ser transformacionais. A inovação é um dos pilares que todas as empresas deveriam seguir. Por isso estamos promovendo o Fast Innovation, desenhado para ajudar empresas a alcançarem a inovação de maneira mais rápida e efetiva – tendo resultados incrementais em cada uma de suas áreas.