Carros autônomos no Brasil? Em quanto tempo serão viáveis?

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Por Lucas Bicudo

24 de novembro de 2017 às 14:14 - Atualizado há 3 anos

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Carros autônomos. Assunto quente, não? Tesla, Google, Uber… Pois bem, acabamos aqui na StartSe por noticiar com mais frequência o que está acontecendo no cenário estrangeiro, porque lá são mais recorrentes as notícias acerca do desenvolvimento da tecnologia. Mas isso não significa que não temos que olhar para o que está acontecendo aqui. Essa é uma bandeira que levantamos: se realmente acreditamos que esse é um panorama disruptivo, como não começar a discutir como será aplicado aqui no Brasil?

Claro, ainda há um tempinho considerável de adaptação. Investimento em condições de pista, rede de dados, padronização de sinalização e uma legislação contextualizada são alguns exemplos de coisas que precisamos alcançar e ainda estamos muito distantes do nível condizente do que é esperado e demandado. Um dos esforços do ecossistema para discutir toda essa questão é o WeMuv Summit, que acontecerá no próximo dia 28 de novembro, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. O principal objetivo do evento é discutir o futuro da mobilidade e como as empresas estão se movimentando diante dessas mudanças. Serão dez horas de conteúdos exclusivos sobre locomoção corporativa e tendências tecnológicas.

“Acreditamos que empresas e pessoas podem criar um futuro sem trânsito. Essa mudança já vem acontecendo gradativamente, por isso os eventos sobre mobilidade são importantes e precisam ser realizados. O WeMuv Summit vai reunir as empresas que definirão o futuro da mobilidade para debater todos os pontos dessa nova realidade”, disse Fernando Saddi, CEO da Easy Carros, uma das empresas apoiadoras do evento.

Mais do que um louvável preciosismo do ser humano, o que precisa ser dito é que carros autônomos são uma questão de segurança. São muitas decisões que essas máquinas são capazes de fazer. Elas combinam e interpretam dados constantemente atualizados nas ruas por câmeras, sensores e radares. Não existe humor, não existe concentração diante de uma situação adversa. Existe noção de espaço, que rota seguir, preferência no cruzamento, quando mudar de faixa, onde estacionar, onde pegar um passageiro. Inteligência. Dados estruturados. Acessos e saídas precisam de medidas, de padronização. Até a tinta da rua é importante, para discernir bem as condições de tráfego, faixa de pedestres, dimensões de meio-fio, garagens, ângulo de cruzamentos. A qualidade do asfalto e sua manutenção constante é outro fator fundamental para essa operação. Se pensarmos nisso e olharmos poucos quilômetros adiante de nós, sabemos exatamente qual é a realidade.

Mas o que está acontecendo com o ecossistema brasileiro?

Aqui os incentivos para esse tipo de tecnologia ainda são comedidos, para não dizer outra coisa. Os primeiros esforços para explorar a possibilidade são de grupos de pesquisa, que começaram suas trajetórias em 2007. Em 2009, o projeto Iara, da UFES, que transitava dentro das imediações da universidade. A expectativa é que ainda neste ano o carro autônomo faça os 70 km entre Vitória e Guarapari. Em 2010, começaram os estudos do Carina I, pela USP de São Carlos. Em 2012, outro exemplo de carro que rodava dentro do campus da faculdade. Em 2013, o modelo seguinte realizou um teste público pelas ruas da cidade do interior de São Paulo. O Carina II é um Fiat Palio Adventure Dualogic. Ele é customizado com sistemas de automação e sensores, operando em Ubuntu.

No mercado de fato, podemos colocar aqui as pessoas que ditarão a narrativa do WeMuv Summit: Fábio Rabelo, Head de Digital e Novos Modelos da Volkswagen; Flávio Tavares, do Instituto PARAR; Carolline Volpato, da WeMuv; Fernando Miranda, da Webmotors; Maximiliano Fernandes, da Ticket Log; Mariana Avezum, da WARR Hyperloop; Sylvio de Barros, da iCarros; Diego van Dyk, da Voom; Marcos Valillo, da Pointer, Renato Franklin, da Movida; e Felix Cardamone, da ConectCar.  Além das palestras, também acontecerá uma feira de negócios com stands das empresas, como Movida e Easy Carros, oferecendo experiências de mobilidade para o público que poderão ser vivenciadas durante o evento.

Há uma longa distância a ser percorrida. Há gente interessada. Há retrocesso. Mas o mais importante é que essa seja uma efetiva pauta daqui para frente. Não veremos carros autônomos em solo nacional pelos próximos 15 anos.

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