Aprendizado e acesso: lições para uma boa relação entre empresas e startups

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Por Lucas Bicudo

16 de março de 2018 às 19:27 - Atualizado há 3 anos

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Por Érico Fileno, Head de Inovação da Visa no Brasil

Muito se fala do pavor de grandes empresas com a ascensão das startups ao posto de principais condutoras da inovação nos mais diversos campos de atuação, da medicina à pesquisa espacial, passando pelo setor financeiro. Seria como uma sentença do tipo:  “prepare-se, a sua hora vai chegar!”, mas é preciso relativizar o pânico. Sobretudo porque corporações estabelecidas entre as maiores do mundo também foram extremamente inovadoras em sua origem e posterior desenvolvimento. E as startups, por sua vez, estão ávidas por conhecimento. Por isso, ao falarmos da relação entre startups e grandes empresas, o mais correto seja utilizar os termos “acesso” e “aprendizado”.

Uma via de mão dupla, onde não há espaço para ameaças e toma lá da cá. Da mesma maneira que uma empresa presente há décadas no mercado precisa buscar novas maneiras de seguir inovadora, uma startup, ao se conectar em uma estrutura complexa e desenvolvida, ganha habilidades que levaria anos para conquistar. É claro que na prática essa relação entre corporações e pequenos empreendedores não é tão simples e precisa ser constantemente aperfeiçoada.

Como head de inovação da Visa e responsável pelo Programa de Aceleração da empresa, já em sua segunda edição e com a meta de acelerar 30 empresas em 2018, tenho acompanhado as duas pontas dessa relação. E o aprendizado é contínuo, seja para a empresa que quer se conectar com startups, quanto para os empreendedores em busca de inovação.

Listo a seguir cinco dos mais importantes que tivemos em nosso primeiro programa como como observadora privilegiada do ecossistema. Valem tanto para empresas como empreendedores.

A mudança é para todos: aplicar mentorias internas entre os funcionários, para reforçar a ideia de que a responsabilidade e busca por inovação compete a todas as áreas e departamentos, amplia o potencial disruptor de uma empresa.

Sem pressa para investir: é preciso reforçar a base do ecossistema antes, para depois começar a pensar em investimento. Até mesmo por esse não ser o momento adequado. O resultado: quando optamos por não exigir participação acionária das startups inscritas no programa, percebemos que isso tira um peso do empreendedor e o engaja ainda mais a buscar parcerias conosco.

Imergindo na meca da inovação: além de ser a base de parte significativa das empresas mais inovadoras do mundo, ter contato com investidores, aceleradores e outros atores do mercado do Vale do Silício amplia os horizontes dos empreendedores. Ali, durante um mês, deixa de se pensar localmente e a meta passa a ser validar seus produtos em um mercado praticamente global.

Valorize a comunidade: bater o bumbo para mostrar seus resultados é a última etapa de um programa de aceleração e por isso mesmo tem grande importância. Ao realizar um DemoDay bem estruturado, automaticamente comunica-se a importância que a empresa dá à inovação para toda a comunidade, formada por clientes, fornecedores e parceiros.

O pós é fundamental: de nada adianta trabalhar com as startups e integra-las ao universo da empresa apenas durante a aceleração. O pós-programa se mostra igualmente essencial para o desenvolvimento de produtos e soluções com a empresa e seus clientes. Hoje, das cinco maiores startups que aceleramos em 2017, todas estão rodando com soluções na Visa e em seus clientes. Por isso, intensificar o período de aceleração pode ser uma boa alternativa para maximizar os resultados do programa.

Se interessou pelo Programa de Aceleração da Visa?

Se você é uma startup em estágio mais avançado e tem interesse em co-criar com a Visa, últimos dias (até quarta-feira, 21 de março) para se inscrever na 2ª edição de seu programa de aceleração. Caso você tenha uma startup em estágio mais embrionário e esteja buscando por esse tipo de oportunidade, as inscrições vão até 11 de abril, mas não vai dar bobeira!

O projeto – mais uma vez realizado em parceria com a consultoria Kyvo, representante do centro de inovação norte-americano GSVlabs no Brasil – faz parte de uma iniciativa global da Visa para desenvolver tecnologia no setor financeiro. Para esse ano, a empresa terá capacidade de acelerar até 30 dos mais inovadores projetos de fintechs do país.

“Nossa abordagem à inovação baseia-se na colaboração com organizações que se empenham para melhorar a experiência de pagamento dos consumidores. Por esse motivo, decidimos investir mais uma vez em startups que tenham essa mesma missão. O objetivo da Visa, no segundo ano do Programa de Aceleração, é continuar fomentando os negócios dos empreendedores oferecendo soluções digitais aos nossos parceiros, clientes e consumidores”, disse Percival Jatobá, VP de Produtos, Soluções e Inovação da Visa no Brasil.

O programa terá duas edições ao longo deste ano, sempre com foco em dois perfis de startups, o Growth e o Start. No Growth, o objetivo é acelerar as startups que já estão estabelecidas no mercado, enquanto no Start a busca é por startups ainda em estágio embrionário.

“As startups da categoria Start são aquelas com menos de um ano de vida, que estão construindo seu MVP, estão tateando ainda esse universo digital, validando os primeiros testes. As startups Growth são as que possuem seu produto lançado, rodando. Não necessariamente precisa estar faturando, mas importante ela ter seu produto rodando, seus primeiros clientes. O foco principal do programa são fintechs, mas não estamos restringindo exclusivamente para fintechs. Ano passado dizíamos estar atrás apenas de fintechs, mas achamos startups que trabalhavam com social score, startups que trabalhavam com autenticação facial. Ou seja, não estamos falando necessariamente de tecnologias para finanças, mas sim daquelas que podem ser aplicadas dentro do contexto que a Visa atua”, conta, por sua vez, Erico Fileno, Head de Inovação da Visa.

As selecionadas passarão por um processo de imersão, bootcamp e elaboração de estratégias. Serão três primeiros meses de aceleração, e mais três de incubação. As startups poderão viver uma rotina intensa de mentoria, num espaço de coworking em São Paulo coordenado pela Kyvo.

As startups receberão investimentos, através de serviços e consultorias, de R$ 78 mil para startups do Start, e R$ 206 mil para startups do Growth – este último conta com um mês de imersão no Vale do Silício. Importante lembrar que a Visa não pedirá por participação acionária às startups interessadas.

Ao final do programa, todas as participantes terão a oportunidade de apresentar seus resultados para um comitê formado pela Visa, Kyvo, GSVlabs e nomes importantes do mercado em São Paulo.

Para mais informações sobre cronograma e inscrições, clique aqui caso seu interesse seja no Start e clique aqui caso seu interesse seja pelo Growth.

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