“Aprender a validar é o maior aprendizado do programa”, diz OnBoard sobre a Visa

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Por Lucas Bicudo

21 de março de 2018 às 14:38 - Atualizado há 3 anos

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Quem usa transporte público na região metropolitana de São Paulo precisa gerenciar o uso de vários cartões de diferentes companhias. Alguém que se desloca de Carapicuíba para São Paulo, por exemplo, pode precisar utilizar o PEC (Passe Eletrônico Carapicuíba), o BOM (Bilhete Ônibus Metropolitano, válido para ônibus intermunicipais e algumas estações de trem e metrô), e o Bilhete Único para ônibus, trem e metrô na capital. A situação é a mesma em outros pontos do estado e do País, com outros cartões.

A quer simplificar essa situação, unificando os créditos em apenas um cartão. Solução essa que despertou o interesse da Visa. A startup participou do programa de aceleração da empresa em 2017 e é o resultado concreto da ótima relação que co-criar provoca para os dois lados.

“Empresas do porte da Visa são provedoras de infraestrutura para as startups, que por sua vez estão chegando com soluções tecnológicas e inovadoras, muito mais próximas do usuário, com o centro de desenvolvimento focado nos usuários. É o momento de acontecer a parceria”, comenta o CEO e co-fundador Luiz Renato Mattos.

Por sua vez, o Head de Inovação da Visa, Erico Fileno, complementa: “Nossa aproximação com o ecossistema tem como principal objetivo colaborar. Já passou o tempo das ameaças, bilateral, ou é um ou é outro. O mundo e, sobretudo a Visa, entendeu que a grande ideia por detrás da Nova Economia é colaborar. Temos muito o que aprender ainda: como uma startup consegue rapidamente identificar um problema, gerar uma solução e escalar de forma exponencial? Por outro lado, como uma startup se conecta com uma empresa estabelecida como a Visa, com toda sua rede de contatos, know-how e experiência, para se plugar em um espaço que, continuamente, estamos construindo ao longo dos últimos 60 anos?”.

A OnBoard teve acesso a grande parte dos gestores da Visa, para discutir questões de negócio e novas oportunidades. Segundo Luiz, a Visa abriu portas para grandes clientes e os ajudou muito na antecipação do que viria pela frente. Entendeu, sobretudo, que discussões “em voz alta” ajudavam a dar perspectiva. O exercício de reflexão, com pessoas responsáveis por partes importantes de uma empresa como a Visa, abre muito a visão. É um tipo de coisa que afeta decisões estratégicas. Sobre efetivamente uma lição aprendida:

“A questão de validação. Entender as interações, a aprendizagem validada. É essencial, porque o mercado é muito maior e muito mais complexo do que imaginamos no dia-a-dia de operação. São diversos players envolvidos, que irão influenciar no seu negócio. Importante estar próximo deles, entender os anseios, o objetivo que cada um tem no mercado, de que forma você pode trabalhar junto. A Visa nos trouxe tudo isso. Nos ensinou também que recurso financeiro nem sempre é a solução dos seus problemas, nem sempre resolve tudo, que o bootstrapping é valioso para aprender a se adaptar, capacidade de aceitar crítica e voltar a tentar”.

Tamanho da oportunidade

No mesmo período, o preço das passagens subiu 260%. A Onboard acredita que os benefícios que ela pode trazer, como comodidade com atendimento simplificado e bônus, podem mudar o quadro atual.

“Nossa abordagem à inovação baseia-se na colaboração com organizações que se empenham para melhorar a experiência de pagamento dos consumidores. Por esse motivo, decidimos investir mais uma vez em startups que tenham essa mesma missão. O objetivo da Visa, no segundo ano do Programa de Aceleração, é continuar fomentando os negócios dos empreendedores oferecendo soluções digitais aos nossos parceiros, clientes e consumidores”, disse Percival Jatobá, VP de Produtos, Soluções e Inovação da Visa no Brasil.

Hoje, depois da experiência, Luiz manda um recado:

“Se eu pudesse, faria de novo, porque é uma experiência que agrega muito pessoal e profissionalmente. Dá uma alavancada no projeto e te traz novas perspectivas. Nosso negócio ficou muito maior, exatamente por conta do processo. A Visa é extremamente acessível e dá muito suporte”, finaliza.

A OnBoard Mobility foi vencedora do Demo Day Ahead Visa 2017, uma parceria entre Visa e Startup Farm.

O programa está com inscrições abertas!

A iniciativa terá duas edições ao longo deste ano, sempre com foco em dois perfis de startups, o Growth e o Start. No Growth, o objetivo é acelerar as startups que já estão estabelecidas no mercado, enquanto no Start a busca é por startups ainda em estágio embrionário. No primeiro semestre, as inscrições para o Growth e o Start estão abertas até 21 de março e 11 de abril, respectivamente. E a partir de maio, as selecionadas passarão por um processo de imersão, bootcamp e elaboração de estratégias. As startups poderão viver uma rotina intensa de mentoria, num espaço de coworking em São Paulo executado pela Kyvo.

As startups poderão receber investimentos, na forma de serviços e consultorias, em valor equivalente a até R$ 75 mil para startups do Start, e R$ 206 mil para startups do Growth – este último conta com um mês de imersão no Vale do Silício. Importante lembrar que a participação das startups interessadas não está condicionada à participação acionária da Visa.

Ao final do programa, todas as participantes terão a oportunidade de apresentar seus resultados para um comitê formado pela Visa, Kyvo, GSVlabs e nomes importantes do mercado em São Paulo.

Para mais informações sobre cronograma e inscrições, clique aqui caso seu interesse seja no Start e clique aqui caso seu interesse seja pelo Growth.

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