As quatro formas de conexão entre empresas e startups

João Ortega

Por João Ortega

30 de março de 2020 às 12:44 - Atualizado há 6 meses

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A transformação das empresas tradicionais para a nova economia requer olhar para fora. Hoje, conhecimento e tecnologia não são mais privilégio dos maiores players dos mercados. Pelo contrário, estes recursos estão sendo distribuídos em um ecossistema de inovação amplo e formado, majoritariamente, por startups.

Neste sentido, existem diversas formas das quais corporações podem se conectar com startups a fim de incorporar uma mentalidade ágil, adquirir conhecimento, gerar soluções inovadoras e aplicar tecnologia nos processos. Durante aula do programa ReStartSe, Pedro Waengertner, CEO da ACE, listou quatro formatos de conexão entre empresas e startups.

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Conexão com startups

1- Startup como fornecedor (contratação):

Resolução de problemas específicos do negócio contratando o serviço de uma startup. Ideal para iniciar a aproximação com uma startup. É recomendado para empresas que ainda não têm afinidade com o ecossistema de inovação, têm urgência para resolver um problema ou levar eficiência a um determinado processo e não possuem grande disponibilidade de recursos para investir.

2- Projeto piloto (teste e validação):

Prova de conceito com uma meta específica atrelada a sucesso no curto prazo. Pode envolver uma ou mais startups concorrendo ou cooperando para gerar a prova de conceito. Se a meta for cumprida dentro do prazo, a startup pode ser contratada ou o serviço ser oferecido, por meio da empresa maior, aos clientes.

3- Laboratório (potencialização)

Uso de atributos como capital, espaço físico, networking, ferramentas profissionais, recursos humanos, entre outros, para auxiliar startups em diferentes estágios de maturidade. Para a empresa, é uma forma de adquirir a cultura de inovação e liderar a possível criação de soluções inovadoras que, no futuro, possam ser incorporadas. Requer mais tempo e capital investido que as opções anteriores.

4- Corporate Venturing (investimento)

Também chamado de “corporate venture”, é a forma mais complexa do relacionamento com startups. O investimento necessita que a empresa interessada tenha grande conhecimento do ecossistema de inovação, além de dispor do capital. Ao investir ou adquirir uma startup, a empresa precisa avaliar o mercado, colocar os riscos na balança e ter uma boa relação com os empreendedores para que o negócio possa crescer de maneira saudável.