Como liderar equipes à distância – ReStartSe 16/04

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

17 de abril de 2020 às 20:51 - Atualizado há 6 meses

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

No meio da pandemia devido ao novo coronavírus, a StartSe criou o #MovimentoReStartSe, um programa de capacitação 100% gratuito e online para auxiliar empresas e profissionais a lidarem e saírem melhores dessa crise. Quatro aulas ao vivo são ministradas por especialistas do Brasil, Vale do Silício ou China em nossas redes sociais diariamente, às 11h, 13h, 15h e 17h.

Confira o resumo das aulas dessa quinta-feira (16):

Rafael Torales: liderando equipes à distância

Rafael Torales, cofundador da Officeless e especialista em trabalho remoto, participou da primeira trilha do dia, com Junior Borneli, fundador da StartSe. Ele trouxe dicas de como empresas podem se preparar para trabalhar à distância:

A primeira dica é que os líderes devem oferecer treinamentos para os funcionários para que eles não tenham Burnout e, em plena quarentena, que consigam separar trabalho e lazer. Frequentemente, os líderes acreditam que é necessário apenas instalar ferramentas de gestão e comunicação, mas é necessário reestruturar e adaptar processos para a cultura remota.

A segunda dica é focar no resultado dos funcionários. “O trabalho remoto acaba deixando as coisas mais transparentes, conseguimos perceber quem são as pessoas que estão engajadas, ajudando ou não”, afirmou. Métricas como se as pessoas estão chegando no horário e estão interagindo perdem a importância nesse cenário. O terceiro passo é adicionar clareza de propósito e objetivos (através de metas) para estimular a produtividade.

Alessandra Morelle: como fazer mais pela sua profissão

Alessandra Morelle, médica oncologista e fundadora da startup Tummi, participou da trilha de Maurício Benvenutti, sócio da StartSe. Ela discutiu como ir além em sua profissão. “É fundamental saber os desejos do time que trabalha com você, entender até onde essas pessoas vão contigo. Reconheça suas limitações e saiba buscar ajuda”, afirmou.

A médica fundou a Tummi para auxiliar pacientes no tratamento de câncer, pois 12% das mortes são decorrentes de consequências adversas ao tratamento. Dessa forma, o paciente registra eventos do dia a dia e é orientado quanto à gravidade dos efeitos, e, se desejado, pode compartilhar os dados com seu médico.

Tomás Tormin: Clean Energy – conceito e macrotendências

Tomás Tormin, gerente de portfólio na Votorantim Energia, foi recebido na trilha de Felipe Lamounier, sócio da StartSe. Ele descreveu que o mercado de energia atual possui as seguintes etapas: geração -> distribuição -> consumo. No entanto, a expectativa é que, no futuro, depois da distribuição vem o “trading” (negociação) e o consumo.

“No futuro, teremos um mercado livre, e o jeito que eu mais gosto de explicar é como se fosse uma bolsa de valores. Há os homebrokers, os comercializadores, que comprarão a energia e irão repassar para os consumidores”, afirmou. Será criado um mercado descentralizado, em que o consumidor também poderá ser o produtor de energia e armazená-la para vender para terceiros.

Está em discussão também a possibilidade de realizar a cobrança pela energia com base em horário. Agentes que podem gerar mais ou consumir menos nos momentos em que o sistema mais precisa (em caso de alta demanda, por exemplo), seriam favorecidos com menor custo. Já as novas tendências para o futuro deste mercado: descentralização, descarbonização, digitalização e energização.

Sandro Valeri: Startups e grandes empresas – impactos, resultados e melhores práticas

Sandro Valeri, diretor de Estratégia e Inovação e Corporate Venturing na Embraer, é responsável pela aproximação entre a companhia e startups. Sua recomendação é que, quando companhias desejam mergulhar neste ecossistema, elas busquem inicialmente a prestação de serviço. O primeiro passo é buscar eficiência operacional e entender como a startup pode resolver problemas corporativos. Para encontrar startups mais maduras, Valeri aposta em buscá-las em aceleradoras ou investidoras de confiança.

Na live com Pedro Englert, CEO da StartSe, ele afirmou que o grau de relacionamento entre startups e corporações passam por dois eixos: agilidade x profundidade. Se a compra de serviços é o ponto mais ágil, o M&A (fusão e aquisição) é a forma mais profunda de conexão, mas também a mais lenta, por motivos óbvios. Entre elas, há os intermediários como: aceleração, investimento (corporate venturing), cooperação/colaboração e alianças.

A dica é de buscar maturidade e velocidade desde o início, contar com parceiros de confiança, escolher a forma de engajamento de acordo com o objetivo e grau de incerteza e criar a padronização nos processos, buscando ética e segurança jurídica.