Como aumentar suas vendas e tomar decisões na crise – ReStartSe 06/04

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

7 de abril de 2020 às 17:55 - Atualizado há 4 meses

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No meio da pandemia devido ao novo coronavírus, a StartSe criou o #MovimentoReStartSe, um programa de capacitação 100% gratuito e online para auxiliar empresas e profissionais a lidarem e saírem melhores dessa crise. Quatro aulas ao vivo são ministradas por especialistas do Brasil, Vale do Silício ou China em nossas redes sociais diariamente, às 11h, 13h, 15h e 19h.

Nesta segunda-feira (6), as aulas do dia trouxeram algumas diretrizes para serem aplicadas por empresas e profissionais em meio a crise. Confira o resumo:

Marcelo Pimenta: 7 passos para aumentar suas vendas

Na primeira trilha do dia, Junior Borneli recebeu Marcelo Pimenta, líder de marketing da StartSe. Para se destacar no meio dos concorrentes, a primeira dica é que as empresas definam corretamente seus objetivos. Depois, elas podem definir suas ofertas – é necessário que estas se diferenciem entre as tantas opções oferecidas pelo mercado.

A terceira dica é desenhar o processo de vendas. “Se você não entende o processo de vendas, como irá fazer, organizar seus vendedores, a entrada dos leads e visitantes do site, provavelmente irá perder dinheiro”, afirmou Pimenta. A sugestão é de construir os próprios funis de venda para determinar a jornada de compra do cliente. A quarta dica é colocar a oferta no ar.

A quinta dica é a estratégia de persuasão – é necessário comprovar o valor que aquele produto ou serviço possui. Já o sexto passo é iniciar os testes fazendo, ao menos, duas versões da mesma página para determinar qual terá a maior performance. Depois de ter isso decidido, é hora do sétimo e último passo: escalar as campanhas, sem esquecer de controlar o custo de aquisição.

Maurício Benvenutti: 5 competências para construir carreiras inabaláveis

  1. Causar impacto. Quando há propósito no trabalho, as pessoas passam a acreditar e sonhar com os mesmos objetivos. Frequentemente, o impacto pode ser na melhora da qualidade de vida de outras pessoas, corrigir algo que está errado ou prolongar algo que já está certo.
  2. Olhar a próxima curva. Grande parte dos profissionais se definem pelas suas profissões e não pelo benefício que elas trazem. É necessário olhar para o benefício, pois uma hora ou outra o produto oferecido pode ser ultrapassado e é necessário se reinventar.
  3.  Questionar. Questionar rompe barreiras e fazê-lo em um mundo onde tudo muda muito rápido é fundamental.
  4.  Fazer com as pessoas. Antes, os produtos eram feitos para as pessoas – agora, é feito COM elas. O maior risco de construir algo não é a falta de experiência, contato ou dinheiro, é descobrir depois de meses que ninguém quer consumir aquilo.
  5.  Ser diverso. O Vale do Silício é a união de imigrantes de diversos países. Não por acaso, é o polo mais inovador do mundo. A inovação só surge quando nos expomos ao diferente.

Tito Gusmão e Marcelo Maisonnave: Os impactos econômicos da inteligência artificial

Na terceira trilha do dia, Felipe Lamounier, líder de negócios internacionais da StartSe, recebe Tito Gusmão e Marcelo Maisonnave, sócios da Warren, startup que usa I.A para automatizar investimentos. Eles discutiram se a I.A poderá trazer a redução dos empregos. Gusmão acredita que há tarefas que podem ser automatizadas (e que os robôs fazem melhor), mas que eles nunca irão substituir a emoção do ser humano. E o uso da tecnologia cria uma nova necessidade no mercado de trabalho: engenheiro e cientistas de dados.

Maisonnave acredita que um dos maiores impactos econômicos da inteligência artificial é no alcance, permitindo que negócios se tornem exponenciais. Isso permite, inclusive, a personalização dos serviços em escala. Ao invés de pagar por um preço fixo de acordo com a faixa etária em um plano de saúde, o cliente poderá experimentar ter um plano baseado em suas próprias necessidades e estilo de vida. Para alguns, significa pagar mais; para outros, muito menos.

Para o futuro, a expectativa é que as pessoas mudem suas formas de estudar. Não será mais necessário aprender a usar um torno mecânico, mas sim desenvolver algoritmos.

Áureo Villagra: Como ter foco nas decisões empresariais em tempos de crise

Em uma aula ministrada com Pedro Englert, CEO da StartSe, Áureo Villagra, CEO da Goldratt Consulting Brasil, trouxe três conceitos em que as empresas devem focar na hora de tomar decisões. São a estabilidade, crescimento e harmonia. Para garantir a sobrevivência durante a crise, a companhia deve focar em seu fluxo de caixa – o que significa cortar despesas e investimentos (estabilidade). Depois, para garantir que continue o desempenho após a crise, deve focar na competitividade, protegendo sua capacidade e entrega de valor (crescimento).

“As ações para crescer e ser estável são contraditórias, é necessário saber medir e criar um equilíbrio. Quem estiver liderando precisa passar segurança, mas não a ausência de medo ou preocupação”, explicou Villagra. E é aí que entra o terceiro conceito: a harmonia.

É com um alinhamento do propósito da empresa, uma comunicação transparente e liderança com segurança que a harmonia é preservada. “É necessário pensar, por mais que haja incerteza, onde quer estar quando sair dessa crise e o que é necessário para chegar até lá. Não é fazer tudo o que pode ser feito, mas fazer o que precisa ser feito”, afirmou o professor convidado.