Como a Fundação Dom Cabral usa os dados a favor da educação

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

23 de fevereiro de 2019 às 08:26 - Atualizado há 1 ano

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“Os dados teriam valor em algum momento, e esse momento chegou”, disse Paula Oliveira, professora da Fundação Dom Cabral, na abertura de sua palestra no EdTech 2019. Segundo ela, ter a clareza desse volume de informações se tornou fundamental para qualquer área. Pensando nisso, a instituição criou o U-Lead, uma solução para aprimorar a educação oferecida aos alunos da instituição.

Por meio de data science — estudo dos dados para extrair conhecimento e insights —, a Fundação, que se tornou uma das principais escolas de negócios do mundo, entende as necessidades dos alunos e oferecer um ensino personalizado sobre gestão digital. “O nosso conteúdo tem que se conectar com o indivíduo no momento em que ele precisar dele. O U-Lead usa dados tantos dos executivos quando da instituição para fazer um ‘match’ e personalizar o ensino”, explicou Paula.

Para explicar o conceito por trás da solução, a professora fez uma comparação com a área da saúde. “Na medicina baseada em evidências, todos os médicos compartilham suas experiências por meio de artigos e prontuários eletrônicos — o que gera um conjunto de dados, diretrizes e protocolos para a prática médica. É o que o U-Lead faz”,  disse.

Com a tecnologia, a fundação armazena e usa dados para estudar os problemas das organizações e oferecer conteúdos compatíveis com a trajetória de cada executivo. Além disso, cria uma “árvore de decisões” que é atualizada constantemente para guiar os professores. 

A jornada inclui diversas etapas, como identificação do nível de maturidade digital da organização e apoio aos alunos para que desenvolvam novos projetos e uma estratégia para a empresa. E tem dado certo. “Hoje, com o U-Lead, a cada 32 horas um problema é resolvido ou bem encaminhado. Esperamos que esse seja um processo contínuo”, disse a professora.