Cientistas desenvolvem pele artificial para levar o tato à realidade virtual

Material feito com silicone tem 32 sensores e faz vibrações que dão a sensação de toque no usuário

João Ortega

Por João Ortega

26 de novembro de 2019 às 19:29 - Atualizado há 3 meses

A realidade virtual é uma tecnologia que promove a imersão de uma pessoa em um universo criado digitalmente. Hoje, esta técnica é usada, em geral, por meio de hardware que integra áudio e som – óculos de VR com fones de ouvido. Para complementar esta experiência imersiva, cientistas desenvolveram uma pele artificial que simula o tato no usuário.

A pesquisa foi realizada em parceria entre a Universidade Northwestern, nos EUA, e da Universidade Politécnica de Hong Kong. Segundo reportagem da Época Negócios, baseada neste artigo publicado na Nature, o material é feito por uma folha de 15 centímetros composta por camadas de silicone com 32 sensores. Ao detectar um toque na experiência imersiva, o dispositivo vibra levemente, simulando o contato na pele de quem usa.

As aplicações da pele artificial são inúmeras e, de modo geral, fazem com que a experiência seja mais realista. No mercado de games, em que a realidade virtual já é relativamente consolidada, a nova tecnologia permitirá que o jogador “sinta na pele” o impacto da aventura. No caso de uma videoconferência, será possível “abraçar” alguém mesmo à distância. Na saúde, pacientes poderão usar a pele artificial para sentir o contato em uma prótese e auxiliar na recuperação dos movimentos, por exemplo.

A pele sintética requer uma bateria que é carregada por indução (ou seja, sem fio, como alguns modelos de smartphones recentes). Ainda não há uma previsão oficial de quando a tecnologia será usada comercialmente.