IBM, KPMG, Merck e Walmart se unem para testar blockchain na cadeia de fornecimento de remédios

José Eduardo Costa

Por José Eduardo Costa

13 de junho de 2019 às 12:14 - Atualizado há 1 ano

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A IBM anunciou nesta quinta-feira (13) sua mais recente iniciativa blockchain. A empresa se uniu à consultoria KPMG, à farmacêutica Merk e à gigante do varejo Walmart para construir um piloto blockchain da cadeia de suprimentos para a área de saúde.

As quatro empresas querem encontrar uma solução para rastrear certos medicamentos à medida que passam por sua cadeia de suprimentos. A IBM está atuando como parceira de tecnologia, a KPMG traz um entendimento profundo dos problemas de conformidade (normas legais e padrões da industria), a Merk é, obviamente, uma empresa farmacêutica e o Walmart seria um distribuidor de medicamentos, por meio de suas farmácias e clínicas de atendimento.

A ideia é dar a cada pacote de medicamento um identificador único, que você possa rastrear através da cadeia de suprimentos, desde o fabricante até a farmácia e o consumidor. Parece bastante simples, mas o fato é que as empresas detestam compartilhar quaisquer dados umas com as outras. O blockchain forneceria um registro irrefutável de cada transação à medida que a droga se movesse ao longo da cadeia de fornecimento, dando às autoridades e participantes uma trilha de auditoria fácil.

O piloto faz parte do conjunto de programas que estão sendo realizados por várias partes interessadas, a pedido da FDA, a agência reguladora para a área de Saúde, nos Estados Unidos (EUA). O objetivo final é encontrar soluções para ajudar a cumprir a Lei de Segurança da Cadeia de Suprimentos de Drogas dos EUA. Segundo o site do Programa Piloto do FDA, “o Programa Piloto do Projeto DSCSA da FDA destina-se a ajudar as partes interessadas da cadeia de fornecimento de drogas, incluindo o FDA, a desenvolver o sistema eletrônico que identificará e rastreará medicamentos prescritos, à medida que forem distribuídos nos Estados Unidos.”

A IBM espera que este piloto mostre que é possível construir uma plataforma blockchain ou uma rede sobre a qual outras empresas podem construir aplicativos. “A rede, nesse caso, teria a capacidade de trocar informações sobre essas remessas farmacêuticas de uma maneira que garantisse a privacidade, mas que fosse validada”, disse Mark Treshock, líder global em soluções de blockchain para saúde e ciências biológicas da IBM, à TechCrunch.