As barreiras na adoção da tecnologia de voz no Brasil

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

18 de março de 2019 às 08:12 - Atualizado há 2 anos

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Você já usou algum dispositivo comandado por voz? Nos Estados Unidos, os alto-falantes inteligentes estão se tornando cada vez mais populares. No Brasil, segundo a pesquisa PwC Global Consumer Insights 2018, o interesse pela tecnologia já é grande: 59% dos brasileiros desejam adquirir um Amazon Echo, Google Home ou outro dispositivo semelhante. Porém, o uso deles ainda é incipiente e o país enfrenta algumas barreiras na adoção da tecnologia. 

O recurso se tornou conhecido nos Estados Unidos em 2011 graças aos dispositivos lançados por grandes empresas. No Brasil, a tecnologia chegou oficialmente apenas em 2015 com uma versão em português da Siri. Depois de dois anos, o Google Assistente também ganhou uma versão brasileira. Porém, mesmo com as versões adaptadas, as empresas não lançaram seus alto-falantes por aqui.

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Mas tudo indica que essa realidade está prestes a mudar. Há poucos dias, a Amazon passou a enviar convites para clientes do Brasil testarem o Amazon Echo. O objetivo é entender a forma como o brasileiro se comunica e, futuramente, trazer a tecnologia para o país.

Além da falta de dispositivos, a barreira cultural ainda existe. “Não é natural para a maioria das pessoas que tem um smartphone usar a voz no dia a dia. É uma questão de aculturamento. Entre as gerações mais novas isso já deixou de ser uma barreira”, explica Léo Xavier, presidente da Pontomobi, consultoria de estratégia para soluções em celular.

Segundo ele, o papel do mercado é estimular essa nova forma de interagir. “Tecnicamente não há nenhuma barreira, já que é uma tecnologia fácil de usar. Mas as pessoas precisam experimentar. Hoje, por exemplo, o Google tem feito muitas campanhas incentivando o uso”, ressalta.

Por fim, segundo Xavier, ainda são poucas as empresas que usam os comandos de voz em suas soluções de negócios — o que também dificulta a popularização do recurso. “Da mesma forma em que os consumidores estão aprendendo a usar, as empresas estão se perguntando de que forma podem aproveitar a voz para melhorar um serviço já existente ou criar um novo”. 

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