Contratar na área de vendas é um desafio, dizem CEOs de startups dos EUA

João Ortega

Por João Ortega

25 de janeiro de 2019 às 09:30 - Atualizado há 2 anos

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Uma pesquisa realizada com 529 fundadores de startups dos EUA gerou um panorama do mercado local em 2018. O estudo, divulgado pela consultoria First Round, trouxe conclusões interessantes a respeito de recrutamento. Contratar um executivo para a área de vendas, segundo 27% dos entrevistados, foi o maior desafio neste sentido.

Em seguida, surge a engenharia, com 23% dos CEOs apontando como a área que traz maior dificuldade ao recrutamento. Em terceiro lugar, ficam os executivos do setor de marketing.

A pesquisa também revelou que 60% dos CEOs de startups dos EUA acreditam que foi mais difícil recrutar bons profissionais em 2018 do que no ano anterior. Entretanto, isto não indica um pessimismo por parte dos fundadores: apenas 1,6% dos entrevistados afirmou que não pretende ampliar a equipe em 2019.

Mercado brasileiro

No Brasil, embora não existam estudos concretos que mostrem a dificuldade de contratar em determinadas áreas, os profissionais de tecnologia são os mais disputados do mercado. “Especialmente em Inteligência Artificial e Ciência de Dados, que envolvem tecnologias que estão sendo introduzidas em diversos tipos de empresa”, complementa Luciana Caletti, CEO da Love Mondays.

“São áreas que estão bastante aquecidas e as empresas têm precisado se esforçar cada vez mais para reter esses talentos – o que se traduz muitas vezes em condições de trabalho e benefícios pouco convencionais”, explica a CEO.

Na mesma linha, Sofia Esteves, fundadora e presidente da Cia de Talentos, constata a dificuldade em encontrar profissionais qualificados para áreas com alta especialização. “Especialistas afirmam que o mercado de tecnologia da informação brasileiro possui cerca de 460 mil vagas em aberto. Elas não conseguem ser preenchidas por carência de pessoas com qualificação adequada, além do desconhecimento sobre as startups, fruto de uma cultura ainda avessa a esse novo modelo de negócio”, explica a expert em recrutamento.

Em contraponto, Luciana Caletti acredita que a “cultura de startup” no Brasil está em crescimento e atinge cada vez mais pessoas. Com o tempo, haverá maior interesse por vagas nessas empresas, segundo a executiva da Love Mondays.

Diversidade na hora de contratar

O estudo da First Round comprovou que temas como diversidade e inclusão são importantes para startups dos EUA, mas não prioritários. Embora 77% afirmem ter estratégias para promover diversidade e inclusão na equipe, apenas 21% criaram políticas formais nesse sentido.

Em relação à questão de gênero, por exemplo, pouco mais da metade das startups que fizeram parte do estudo tem um conselho formado apenas por homens. Por outro lado, apenas 3% são formados exclusivamente por mulheres.

Nesse sentido, o Brasil também tem muito a evoluir.  “O universo de startups ainda é muito masculino, sendo que a grande maioria das startups foram fundadas exclusivamente por homens”, constata Sofia Esteves. “No fim das contas, não se pode imaginar que uma startup crie uma solução inovadora sem discutir com uma equipe diversa o impacto desta solução num mundo completamente diverso”, completa.

Um levantamento da Love Mondays é um indicador de que políticas concretas para diversificar a equipe são fundamentais para a satisfação dos funcionários. “Um ótimo exemplo nesse sentido é a ThoughtWorks, que levanta a bandeira da diversidade com uma série de políticas e ações concretas, e acaba de ser eleita pelo segundo ano consecutivo a empresa mais amada do Brasil pelos funcionários no ranking do Love Mondays”, explica Luciana Caletti.