Apple e Goldman Sachs podem estar criando um cartão de crédito

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

22 de fevereiro de 2019 às 11:28 - Atualizado há 1 ano

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A Apple pode estar criando um cartão de crédito em parceria com o banco Goldman Sachs, informou o The Wall Street Journal. Apesar da Apple Wallet e Apple Pay, essa seria a primeira vez que a empresa fundada por Steve Jobs está adentrando no mercado financeiro.

Hoje, suas soluções de finanças são uma carteira digital e a possibilidade de os usuários realizarem compras com cartões em lojas físicas usando apenas o celular (Apple Pay). O possível novo cartão seria integrado à Apple Wallet, permitindo que os clientes realizem transações, ganhem benefícios e vejam seus gastos.

O cartão teria a bandeira MasterCard e ofereceria cerca de 2% do dinheiro de volta em cada compra. Para compras de produtos e serviços da própria Apple, a expectativa é que o cashback seja ainda maior.

Ainda segundo o veículo, a expectativa é que o cartão seja testado por funcionários das empresas nas próximas semanas e seja lançado ainda neste ano. O Goldman Sachs já estaria aumentando sua rede de call center e criando um sistema interno para realizar pagamentos. O projeto pode custar cerca de US$ 200 milhões para o banco.

Para o Goldman Sachs, essa pode ser uma oportunidade de oferecer também outros produtos para os clientes da Apple, como empréstimos.

Uma empresa de serviços

Tal como o Apple Watch está contribuindo para a saúde dos usuários, ter um cartão da Apple poderia ajudar os usuários terem mais controle da vida financeira. Da mesma forma como a empresa contabiliza as horas semanais usando o iPhone, a empresa poderia trazer, até mesmo por notificações, insights da vida financeira de seus clientes.

Além disso, um cartão de crédito próprio pode aumentar ainda mais a adoção do Apple Pay no mundo – e as porcentagens de transações iriam, agora, para a própria empresa e a Goldman Sachs.

Atualmente, a Apple é vista cada vez mais se afastando de uma empresa de hardware para se aproximar dos softwares e serviços. Isso se deve, entre muitos fatores, a queda na venda de iPhones.

Hoje, a empresa está apostando em lançar serviços de streaming e outros produtos de serviços.