Investigação antitruste contra Amazon nos EUA está cada vez mais séria

José Eduardo Costa

Por José Eduardo Costa

11 de setembro de 2019 às 08:10 - Atualizado há 1 ano

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Funcionários da Comissão Federal do Comércio (FTC), agência independente do governo dos Estados Unidos que fiscaliza praticas abusivas de negócios, vêm entrevistando pequenas empresas que vendem por meio da Amazon sobre as práticas da empresa.

As entrevistas duraram cerca de 90 minutos e os entrevistados foram questionados sobre o tamanho de uma parcela de suas vendas nas vendas da Amazon, disseram três comerciantes à Bloomberg.

Especialistas disseram à Bloomberg que a duração das entrevistas e o número de funcionários designados indicam que a FTC está nos estágios iniciais de uma investigação oficial sobre a Amazon.

Advogados e pelo menos um economista têm conduzido longas e aprofundadas entrevistas com pequenas empresas que vendem seus produtos na Amazon, disseram à Bloomberg três dos comerciantes entrevistados.

Eles foram questionados especificamente quanto de sua receita vem das vendas da Amazon, em oposição a outros sites de comércio eletrônico, incluindo Walmart e eBay.

A Amazon está longe de ser a única empresa de tecnologia a ser colocada sob um microscópio antitruste. A FTC abriu uma investigação contra o Facebook em junho e, no início desta semana, 50 procuradores anunciaram uma investigação sobre o Google.

A Amazon também já é objeto de uma investigação antitruste da UE, anunciada oficialmente em julho.

No Brasil, varejistas apreensivos

Desde que entrou no Brasil, há sete anos, nenhum movimento da Amazon fez tanto estrago ao valor de mercado das varejistas no país como o anunciado ontem, segundo cálculos do Valor, reportados pelo jornal nesta quarta-feira (11).

Conforme StartSe reportou ontem, a companhia de Jeff Bezos lançou seu pacote de serviços Amazon Prime, que inclui a entrega ilimitada de produtos comprados em seu site por R$ 89 ao ano.

No fim do dia de ontem, na B3, Magazine Luiza, B2W, Lojas Americanas e Via Varejo perderam, juntas, R$ 4,75 bilhões, e fecharam o pregão valendo R$ 103,7 bilhões.

Apesar do barulho gerado, consultores, fornecedores e executivos do setor ouvidos pelo Valor ontem disseram que a gigante americana vai ter trabalho para tirar espaço dessas companhias.

Calcula-se que a Amazon tenha faturado R$ 800 milhões no país em 2018, 4% do que vende o Magazine e pouco mais de 10% da receita bruta do Mercado Livre. A empresa não informa resultados.