Amazon está privilegiando produtos mais lucrativos em buscas, diz jornal

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Por Da Redação

17 de setembro de 2019 às 07:42 - Atualizado há 9 meses

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De acordo com o The Wall Street Journal, o algoritmo da Amazon está privilegiando os produtos mais rentáveis nas buscas realizadas pelos usuários, e não os mais relevantes. Esses podem ser os produtos vendidos pela própria empresa, mas não é regra.

A mudança nas buscas é significativa a clientes e outras empresas porque, além de ser um e-commerce, a Amazon também é um marketplace – ou seja, possibilita que terceiros também vendam em seu site. Dessa forma, os vendedores poderiam estar em desvantagem em comparação à varejista.

A Comissão Federal do Comércio (FTC) dos Estados Unidos, que fiscaliza práticas abusivas de negócios, está entrevistando pequenas empresas que vendem na plataforma. O caso se repete na Europa: Margrethe Vestager, comissária europeia conhecida por investigar grandes empresas de tecnologia, iniciou uma ação na Comissão Europeia por suspeitas de práticas anticoncorrenciais. Há dois anos, o Google foi multado em 2,4 milhões de euros em uma investigação semelhante iniciada por Vestager.

A mudança no algoritmo causou polêmica dentro da própria empresa, segundo o veículo. O “A9”, time de engenheiros da Amazon localizado no Vale do Silício, discordou do time de varejo, sediado em Seattle, onde a empresa foi criada.

A reportagem cita algumas das características consideradas pelo algoritmo da Amazon para ranquear os produtos em uma busca: velocidade de entrega, avaliações, volume de vendas e quantidade disponível. A Amazon não revelou todos os critérios levados em conta pelo sistema, embora reconheça que lucratividade é um deles. “Nós não mudamos o critério que usamos para ranquear resultados para incluir lucratividade”, afirma a porta-voz Angie Newman em uma declaração por e-mail, justificando que a lucratividade a longo termo sempre foi algo considerado pela companhia.

“Quando testamos qualquer ferramenta nova, inclusive mudanças na busca, olhamos para um número de métricas, incluindo o lucro a longo prazo, para ver como essas novas iniciativas irão impactar na experiência do consumidor e em nosso negócio, como qualquer loja racional iria, mas não fazemos decisões baseadas em apenas essa métrica”, disse Newman ao WSJ.