Usuários da Alexa agora podem optar por não disponibilizar seus áudios para a Amazon

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

5 de agosto de 2019 às 10:34 - Atualizado há 1 ano

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Nesta sexta-feira (2), a Amazon adotou uma nova política para permitir que os clientes da Alexa removam suas gravações dos materiais que podem ser analisados por funcionários. A medida surgiu depois de uma reportagem da Bloomberg revelar, em abril deste ano, que trabalhadores da Amazon ouviam os áudios dos clientes para aprimorar o software da assistente virtual. 

Os funcionários eram responsáveis por escutar e transcrever gravações de voz. Alguns deles tinham acesso a determinados dados pessoais, incluindo os primeiros nomes dos usuários e sua localização. Depois de inúmeras críticas, a companhia disponibilizou uma opção no menu configurações do aplicativo onde os usuários podem optar por não compartilhar suas informações.

Para isso, é preciso acessar o Alexa Privacy, e “gerenciar como seus dados melhoram a Alexa”. Uma mensagem é exibida dizendo que as gravações podem ser usadas para desenvolver novos recursos e ser revisadas manualmente para ajudar a melhorar os serviços. Desmarcando a opção, o cliente bloqueia seus dados. Se o usuário não configurar o recurso, a Amazon ainda armazenará suas gravações por padrão. 

“Nós levamos a privacidade do cliente a sério e continuamente revisamos nossas práticas e procedimentos”, escreveu um porta-voz da empresa em um comunicado. “Também estaremos atualizando as informações que fornecemos aos clientes para tornar nossas práticas mais claras”.

A Amazon não foi a única a se envolver em polêmicas. Na última quinta-feira (1), a Apple anunciou a suspensão de seu programa de aperfeiçoamento da Siri  no mundo inteiro depois da imprensa revelar que gravações dos usuários eram ouvidas pelos funcionários. Já o Google, que também escuta parte dos áudios de seu assistente virtual, corre o risco de ser processado na Alemanha por quebra da Lei Geral de Proteção de Dados.