Lime, startup americana de patinetes, encerra operações no Brasil

Além de São Paulo e Rio de Janeiro, a empresa deixará outras dez cidades e demitirá cerca de 100 funcionários

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A Lime, startup de micromobilidade urbana, anunciou que está deixando o mercado brasileiro depois de apenas seis meses de operação. Brad Bao, CEO da empresa, afirmou que a startup decidiu deixar cidades onde “a micromobilidade evoluiu mais lentamente”. Além de São Paulo e Rio de Janeiro, a empresa encerrará as atividades em Bogotá, Buenos Aires, Montevideo, Lima, Puerto Vallarta, Atlanta, Phoenix, San Diego, San Antonio e Linz. 

"Independência financeira é o nosso objetivo para 2020, e estamos confiantes de que a Lime será a primeira companhia da nova geração de mobilidade a atingir lucratividade", disse Brao. A operação de São Paulo será finalizada nas próximas semanas e no Rio de Janeiro nos próximos meses.

Com a mudança, a empresa, que hoje opera em 120 cidades, deve demitir 14% de sua força de trabalho — cerca de 100 funcionários. "Somos imensamente gratos pelos membros da nossa equipe, pilotos e cidades que nos apoiaram, e esperamos reintroduzir a Lime novamente nessas comunidades quando for a hora certa”, afirmou o CEO.

Mercado em queda?

Nos últimos dois anos, o mercado de patinetes e bicicletas compartilhadas explodiu com a chegada de empresas de micromobilidade. Por outro lado, as startups ainda enfrentam alguns desafios para se manter rentáveis — como depreciação e manutenção dos veículos, custo de operação e regulamentação.

No Brasil, as primeiras startups chegaram no segundo semestre de 2018. Nomes como Yellow, Ride e Grin — que mais tarde deram origem a Grow — marcaram presença nas ruas de grandes capitais. Em 2019, a Lime e a Uber também iniciaram suas operações de patinetes no país. No mesmo ano, as startups precisaram se adaptar a regulamentação do uso dos veículos em São Paulo e Rio de Janeiro.

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Hoje, a longevidade do mercado ainda é incerta e as startups buscam alternativas para alavancar suas operações. Pensando nisso, a Grow anunciou, em julho de 2019, que investirá R$ 25 milhões na construção de uma fábrica na Zona Franca de Manaus. Com a iniciativa, a startup busca reduzir de 30 a 40% o custo dos equipamentos, que são importados da China. 

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