CEOs da Apple, Microsoft, Google e Tesla assinam compromisso por Acordo de Paris

Grupo de líderes das principais empresas do mundo se unem em protesto à saída do país do pacto global contra as mudanças climáticas

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No início de novembro, os EUA confirmaram a saída do Acordo de Paris, pacto global contra as mudanças climáticas. Os norte-americanos assinaram o compromisso em 2016, sob administração do democrata Barack Obama. Com a mudança na presidência, o republicano Donald Trump prometeu, em 2017, que o país abandonaria o trato - e cumpriu.

Nesta segunda-feira (2), um grupo de líderes de algumas das principais empresas globais assinou um documento em que se comprometem a adotar medidas contra mudanças climáticas e protestam contra a saída do país do Acordo de Paris. Entre eles, estão: Tim Cook, da Apple; Satya Nadella, da Microsoft; Sundar Pichai, do Google; Elon Musk, da Tesla; Marc Benioff, da Salesforce; Richard Branson, da Virgin; Robert Iger, da Disney; Shantanu Narayen, da Adobe; Ginni Rometty, da IBM; e James Quincey, da Coca-Cola.

“Nós somos um grupo de CEOs que empregam mais de 2 milhões de pessoas nos Estados Unidos e líderes sindicais que representam 12,5 milhões de trabalhadores”, afirma o documento. “Juntos, sabemos que impulsionar o progresso contra mudanças climáticas é o melhor para a saúde econômica, o emprego e a competitividade de nossas empresas e de nosso país”.

O documento assinado pelos executivos traz compromissos que as próprias empresas terão de honrar – não apenas pelo meio ambiente, mas por uma nova relação entre empregados e empregadores. “Um compromisso com o Acordo de Paris exige uma transição justa da força de trabalho para uma que respeite os direitos trabalhistas e seja alcançada através do diálogo com os trabalhadores e seus sindicatos”, afirma.

“Esse momento exige uma ação maior e mais acelerada do que vimos. Ele exige a forte estrutura política que o Acordo de Paris fornece, que permite aos EUA a liberdade de escolher o próprio caminho para a redução de emissões”, continua o compromisso entre os executivos. “A promessa do Acordo de Paris é de um mundo justo e próspero. Pedimos aos Estados Unidos que se juntem a nós e assinem”.

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