Twitter proíbe propaganda política paga na rede social

Jack Dorsey, CEO do Twitter, afirma que nova regra será adotada a partir do dia 22 de novembro

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O Twitter não vai permitir anúncios pagos com conteúdo político na rede social. A partir do dia 22 de novembro, não será possível comprar alcance de propagandas com cunho político. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (30) por Jack Dorsey, CEO da empresa, em sua conta no Twitter.

“Decidimos interromper toda a publicidade política no Twitter globalmente. Acreditamos que o alcance da mensagem política deve ser conquistado, não comprado”, disse o executivo. “Não se trata de liberdade de expressão. Trata-se de pagar pelo alcance. E pagar para aumentar o alcance do discurso político tem ramificações significativas com as quais a infraestrutura democrática de hoje pode não estar preparada para lidar”.

A equipe do Twitter vai elaborar as novas regras para anúncios, que serão divulgadas ao público até o dia 15 de novembro. Isto porque conteúdo político pode englobar diferentes temas que não apenas propagandas de candidatos durante a eleição. “Vamos incluir exceções, como anúncios que apoiem o registro de novos eleitores”, exemplifica Dorsey.

Assim, ainda não está claro se posts sobre temas polêmicos e que se relacionam com questões políticas e eleitorais poderão ser impulsionados no Twitter. Por exemplo, assuntos como liberação de armas e mudanças climáticas, que são associados a lados políticos (no caso dos EUA, a republicanos e democratas, respectivamente), situam-se em linha tênue entre conteúdo informativo e político.

Repercussões

De acordo com reportagem da BBC, o anúncio de Jack Dorsey foi recebido de diferentes maneiras pelo alto escalão político dos EUA. Brad Parscale, gerente de campanha de Donald Trump, afirmou que a proibição é uma “tentativa da esquerda de silenciar Trump e os conservadores”. Do outro lado, Bill Russo, porta-voz do democrata Joe Biden, disse que, pela primeira vez, “receitas não prevaleceram sobre a integridade da democracia”.

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, também se manifestou em relação ao anúncio da rede social concorrente. “Em uma democracia, não acho certo que empresas privadas censurem políticos ou notícias”, disse o executivo.

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