7 empresas da velha economia que se adaptaram e estão mais fortes que nunca

Se adaptar para a Nova Economia é um muito importante para que as empresas consigam melhorar seus resultados e sobreviverem eras de mudanças intensas

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Por Da Redação

5 de abril de 2018 às 12:27 - Atualizado há 2 anos

Adaptar-se à Nova Economia é essencial para que grandes empresas continuem tendo bons resultados nos próximos anos e não quebrem. Vimos várias empresas se tornarem obsoletas nos últimos anos por falhar em se adaptar, como Kodak, Blockbuster, Atari, Xerox…

Contudo, aquelas que se adaptaram estão mais fortes do que nunca. São empresas que abraçaram o poder da inovação dentro de suas culturas e fizeram um “shift”: muitas delas estão afirmando que querem se transformar em outra coisa completamente diferente.

Todas elas nasceram décadas atrás e focavam em um mercado específico. Com o passar do tempo, entenderam que precisavam realizar mudanças pontuais para continuarem líderes (ou assumirem a liderança). Algumas ainda estão passando por essas mudanças, enquanto outras já estão mais bem adaptadas.

Trazer inovação para as empresas nunca é fácil, mas ajuda se você tiver uma abordagem metódica para a questão, que garanta que sua empresa (pequena ou grande) consiga largar na frente das rivais. Ajudamos empresas a estabelecer estes programas através da nossa área de Corporate, que tem diversas iniciativas que podem ajudar pequenas, médias e grandes empresas a serem inovadoras. Converse com o Pedro Lobel, responsável pela área através do e-mail lobel@startse.com.

Enquanto isso, confira a lista de sete empresas que entenderam que precisavam mudar e se prepararam para as novas eras:

Starbucks

A rede de cafeterias Starbucks é um grande exemplo de empresa que, estagnada, optou pela tecnologia para voltar a crescer. Primeiro, o tráfego a pé nas lojas da empresa não cresce nos Estados Unidos há alguns anos, coisa normal para uma empresa que já atingiu maturidade.

Entendendo que existia algumas oportunidades neste meio, a empresa investiu fortemente em criar um sistema de pagamentos via aplicativo – que funciona tão bem que até a Apple ficou com inveja. Foi uma das primeiras empresas a apostar nisso, algo que funcionou extremamente bem para ela.

A companhia conseguiu aumentar as suas vendas – trazendo mais US$ 300 milhões para ela -, converter mais usuários em planos de fidelidade, que aumentam a recorrência de compras das pessoas.  Em suma, seus resultados vão melhorando e a empresa se prepara para aumentar ainda mais a aposta.

Visa

A indústria de pagamentos está em completa transformação, sendo que na China já se paga mais através de QR Code do que com dinheiro. Essas mudanças estão deixando o cartão de crédito de plástico em algo obsoleto. E as grandes operadoras de cartão sabem disso e precisam se movimentar na direção.

Por isso, a Visa tem gastado energia para se conectar com a Nova Economia através de startups, além de desenvolver métodos para pagamento online de maneiras mais fáceis, como o Visa Checkout.

Domino’s Pizza

“Uma empresa de tecnologia que vende pizzas”. Esta é a descrição da Domino’s Pizza, de acordo com seu CEO. Parece meio agressivo, mas é parcialmente verdade: 60% de todas as vendas que a empresa realiza já são por meios digitais – como o aplicativo e o seu site. E são vendas que a empresa não realizaria antes, tanto que seus ganhos estão crescendo exponencialmente.

Tudo começou em 2010, quando o CEO percebeu que a empresa era uma merda. Sim, ele usou essa palavra (deve ter doído em quem trabalhava lá naquela época). A pizza era ruim, o sistema ineficiente, o crescimento insatisfatório… ele chegou a conclusão de que ele deveria refazer a empresa.

E já em 2012 a empresa estava testando loucamente novas formas de receber pedidos: um deles foi o jogo para celular “Pizza Hero” (jogando na lembrança do “Guitar Hero”). Foi o terceiro mais baixado na App Store e aumentou significativamente as vendas nos Estados Unidos.

Atualmente a empresa está procurando forma de obter dados de seus usuários, para conseguir realizar melhores campanhas de marketing digital e atingir mais pessoas. Ou seja, ela entendeu

Outra iniciativa é no delivery. A empresa tem testado métodos alternativos para reduzir custos: drones que deixam a pizza na porta de casa, robôs autônomos que esquentam a pizza, carros com capacidade de carregar (e cozinhar) 80 pizzas de uma só vez.

Por conta disso, a Domino’s foi a grande empresa de melhor performance na bolsa americana nesta década até agora, superando grandes nomes como Netflix e Apple. Adaptar para a Nova Economia foi muito lucrativa para os acionistas.

HBO

Outra empresa que quer se tornar outra coisa é a HBO. Há uma frase famosa que circula no mercado de que “a HBO precisa se tornar a Netflix antes que a Netflix se torne a HBO”. Acredita-se que a Netflix já se tornou a HBO, mas é também nítido que a HBO já é uma empresa adaptada para o mundo digital.

Ela passou os últimos anos desenvolvendo métodos que permitissem que seus usuários acessarem a HBO de qualquer lugar e em qualquer dispositivo. Não só isso: ela estruturou uma forma de que as pessoas se tornem assinantes sem necessariamente estarem atrelados a uma operadora de TV à cabo. Ou seja, exatamente igual a Netflix.

A empresa continua com seu conteúdo de altíssima qualidade e tem diversos caminhos para distribuí-los. Ao invés de ser engolida pela Netflix, ela está mais relevante do que nunca.

Ford/GM

“A Ford não quer mais ser uma montadora, quer ser uma empresa de mobilidade”, disse uma vez o antigo CEO da companhia, Mark Fields. E os acionistas compraram muito essa ideia (tanto que demitiram o próprio Fields para acelerar este processo), desejando ser a empresa responsável pela popularização do carro autônomo.

Essa transformação também se passa dentro de sua maior rival, a GM. Ambas as companhias estão testando tecnologias para carro autônomos e elétricos e lançando modelos que estão alinhados com essa procura. É o caso do Chevrolet Bolt, da GM. As duas empresas possuem escritórios no Vale do Silício e tem sido muito ativas na compra de startups.

Existe um fantasma que aterroriza tanto a Ford quanto a GM: a Tesla. A companhia de Elon Musk se tornou a maior montadora americana em valor de mercado ano passado ao valer mais que Ford e GM. Por mais que a crise que a empresa vive hoje tenha feito a Ford e a GM passarem ela novamente, a Tesla ainda incomoda muita gente.

Fato é que as empresas acreditam que os carros do futuro serão autônomos e elétricos, justamente a visão da Tesla anos antes. E fazendo um shift gigantesco para o dia que isso ocorrer: a ideia é que elas não vendam mais os carros, apenas tenham frotas gigantes que possam mover as pessoas dentro das cidades.

A mentalidade de carros próprios, movidos com enormes quantidades de combustíveis fósseis, está acabando. E as montadoras de ontem estão encabeçando essa transformação após serem transformadas elas mesmas pela Tesla e outras “rivais impensáveis” no setor, como Google e Apple.

Microsoft

Ao contrário de todas que já foram nessa lista, a Microsoft é uma empresa de tecnologia. Estar atualizada é sua obrigação. Mas é uma empresa de 43 anos de idade, que até pouco tempo era comandada pelo setor comercial (e agora possui um “inovador” no comando novamente).

O modelo de negócios tradicional da Microsoft ruiu nos últimos anos – mas a empresa provavelmente nunca esteve tão forte. Não é mais “venda de software”, é venda de assinatura de serviços de nuvem que comanda o futuro da empresa fundada no Novo México por Bill Gates e Paul Allen.

Se antes era importante gravar o Pacote Office em um CD e distribuí-lo para as lojas para vender o software (que passava por grandes revisões a cada dois anos), hoje basta o usuário assinar o Office 365 e ele terá acesso às versões mais novas, que são atualizadas com muito mais frequência.

Outro sucesso é a Azure, a nuvem que compete com a AWS (da Amazon). Ao invés de que empresas criem servidores próprios com os softwares da Microsoft, ela mesmo os aluga – permitindo que os clientes escalem as iniciativas de maneira muito mais rápida. Alguns anos atrás a empresa estava do lado errado de todas as inovações. Hoje, do lado certo.

Nvidia

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Se há uma empresa que já nasceu na “nova economia” nesta lista, é a Nvidia. Com pouco menos de 30 anos de idade, ela é a “novata” da turma. Natural do Vale do Silício, a empresa constrói placas de vídeo para computadores rodarem jogos. Este era seu principal negócio até pouco tempo atrás, quando a empresa percebeu que suas GPUs eram mais úteis para inteligência artificial.

Desde então, ela se transformou na “Próxima Gigante do Vale do Silício”, desenvolvendo um ecossistema riquíssimo de aplicações de inteligência artificial, carros autônomos e outras iniciativas de aplicação de tecnologia pesada. Essa mudança liberou um potencial gigantesco na Nvidia, que deverá ser uma das companhias “permitidoras” das mudanças que passaremos nas próximas décadas.

Realizar grandes mudanças é algo que todas as empresas, pequenas, médias ou grandes, devem fazem quando sentirem a necessidade. Isso que as permite continuar crescendo e sobrevivendo eras de grandes mudanças – como é o caso de todas as empresas que estão nesta lista, que estão mais fortes do que nunca graças ao fato de que elas aceitaram realizar grandes transformações para se manterem atualizadas.