Apoiadores do Libra, criptomoeda do Facebook, estão repensando o projeto

As empresas estariam preocupadas com repercussão negativa na regulamentação do projeto, que deve ser lançado no primeiro semestre de 2020

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O Libra, criptomoeda do Facebook, está sofrendo o escrutínio dos reguladores mundiais antes mesmo de ser lançada. Devido à repercussão, alguns apoiadores do projeto – que investiram no mínimo US$ 10 milhões cada – estão se afastando da iniciativa.

De acordo com o Financial Times, dois apoiadores estão “cortando laços” por receio da atenção negativa dos reguladores, que são os mesmos que analisam seus negócios. Em julho, David Marcus, executivo do Facebook que lidera a iniciativa, discutiu o Libra no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara de Deputados do país.

O mesmo Comitê já pensou inclusive na possibilidade de proibir que grandes empresas de tecnologia (categoria em que está o Facebook) criem moedas criptografadas. A resposta do Facebook é que, se os Estados Unidos não permitir, gigantes de tecnologia de outros países o farão. Uma das “ameaças” ao projeto pode ser inclusive a China, com quem os EUA trava uma guerra comercial e planeja lançar uma moeda virtual em breve.

Ainda segundo o FT, o Facebook estaria ficando irritado com apoiadores do projeto, que não estão o defendendo, deixando essa responsabilidade apenas para a empresa. Um deles acredita que a questão de regulamentação deveria ter sido discutida antes do lançamento público do projeto. Já outras duas empresas estariam mais preocupadas em avaliar quais serão os seus “próximos passos mais corretos”.

O site não divulgou o nome das empresas que estariam se afastando. Até agora, o Libra possui 27 companhias apoiadoras – entre elas, grandes nomes como Uber, Visa, Paypal, Mercado Pago, Stripe, Booking.com, Mastercard, entre outros. O objetivo da criptomoeda é fazer com que os usuários paguem menos taxas ao transferir dinheiro internacionalmente e usem a moeda para realizar transações virtuais e físicas. A expectativa é que ela seja lançada no primeiro semestre do ano que vem.

De quem é a criptomoeda?

Apesar de estar liderando o projeto, o Facebook desejou desde o início que fosse algo que envolvesse outras empresas. Além de um maior potencial de uso trazido por elas, a rede social se preocupa com o rótulo de "monopólio" que tem recebido ultimamente. Chris Hughes, cofundador da companhia, teme que a criptomoeda dê controle monetário a empresas, ameaçando o papel dos governos.

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