Volvo produz carros elétricos com cobalto reciclado e rastreado com blockchain

Iniciativa tem o objetivo de garantir que o cobalto utilizado não foi minerado de forma ilegal, como trabalho infantil

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A Volvo produziu os primeiros carros elétricos com cobalto reciclado e rastreado pela blockchain. O rastreamento de objetos é uma das aplicações possíveis para a tecnologia, que possui capacidades muito além da realização das transações de criptomoedas. As informações são da Reuters.

O uso do cobalto reciclado foi na China, na fábrica de Zhejiang - a Volto pertence ao grupo chinês Geely. A blockchain utilizada foi da empresa britânica Circulor, com colaboração da Oracle. O cobalto utilizado é originado do Congo, um dos maiores mineradores do metal.

Rastrear o cobalto no Congo não é um interesse apenas da Volvo. A empresa está se juntando a um projeto da Ford, IBM e RCS Global. A questão envolve responsabilidade: o rastreamento tem o objetivo de garantir que o metal não tenha sido extraído a partir de mão-de-obra ilegal, como o trabalho infantil.

Como a blockchain é, por natureza, criptografada e “aberta”, a expectativa é que os compradores dos carros saibam o caminho percorrido pelo minério e ajude a manter a iniciativa dos carros elétricos "limpa" já na fabricação.

O rastreamento pela blockchain

Além de metais e minérios, o rastreio a partir da blockchain está sendo utilizado principalmente na agricultura. A intenção é que os consumidores saibam a plantação de origem e todo o caminho realizado até chegar aos seus pratos.

Ainda na China, uma iniciativa está sendo realizada desde 2017 pela IBM (novamente), Walmart e JD.com (e-commerce do Alibaba), chamada de “Blockchain Food Safety Alliance”. A intenção é identificar produtos e garantir a qualidade deles, diminuindo problemas como intoxicação alimentar.

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