Comissão de Direitos Humanos discute legalização de maconha medicinal no Senado

StartSe entrevistou Viviane Sedola, CEO da startup Dr. Cannabis, e preparou um glossário com os termos mais importantes para entender a discussão e este mercado

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A Comissão de Direitos Humanos promoveu, na terça-feira (9), uma audiência pública, no Senado Federal, para ouvir pesquisadores, associações de pacientes e empresários que reivindicam a regulamentação do uso e da produção de medicamentos a partir dos princípios ativos da cannabis, nome científico da maconha. Segundo a Agência Senado, a audiência foi convocada por sugestão de representantes da sociedade.

No Brasil, o consumo, a venda e a produção de maconha são proibidas. Mas, desde 2015, é possível importar essas substâncias, para uso medicinal, com a autorização de um profissional, desde que sejam cumpridas as exigências da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O custo para importar os medicamentos pode passar de R$ 2 mil. O que faz com que muitos pacientes tenham que recorrer à Justiça, para que o governo arque com as despesas do tratamento.

Alguns países como Estados Unidos, Canadá, Uruguai, Nova Zelândia têm legislação que permite fazer o uso terapêutico da maconha. Do ponto de vista de negócios, essa é uma das indústrias que cresce de forma acelerada. Na bolsa de valores do Canadá, onde a maioria das startups deste mercado estão listadas, as ações de empresas de maconha estão entre as de maior valorização.

Na audiência pública, no entanto, ficou claro que há necessidade de melhorar a compreensão sobre o assunto.

“Os parlamentares precisam de estudos que apresentem formas seguras de produção dos remédios, sem que haja a necessidade da liberação indiscriminada da maconha”, disse o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, declarou que a liberação do plantio da cannabis deve estimular o "consumo generalizado" de drogas. Já Rafael Evangelista, do Instituto de Pesquisas Científicas das Plantas (Aliança Verde), apresentou dados para defender que o THC e vários componentes da maconha teriam benefícios medicinais.

Startup acompanha discussões

A empreendedora Viviane Sedola, CEO do Dr. Cannabis, criada em abril de 2018, como uma plataforma para informar médicos e pacientes sobre o mercado da cannabis legal no Brasil. Ela participou da audiência pública no Senado.

"Ao abrir a possibilidade de pesquisa científica, a Anvisa permite que seja feita a gestão clínica adequada do paciente para reduzir ao mínimo esses riscos, assim como já é feito na indústria farmacêutica há anos", disse Viviane, em discurso aos senadores.

“Falar de tratamento com maconha no Brasil ainda é um tabu, falta muita informação. Queremos mudar esse cenário e popularizar a discussão”, diz a empreendedora.

StartSe entrevistou Viviane e preparou um glossário com os termos mais importantes para entender a discussão e este mercado. Confira no vídeo.

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