Ex-funcionário da Tesla acusado de roubar informações admite ter armazenado arquivos

Guangzhi Cao foi acusado de roubar arquivos sigilosos do Autopilot, função autônoma dos carros da Tesla, e repassado para empresa concorrente

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Guangzhi Cao, ex-engenheiro da Tesla, admitiu ter armazenado arquivos do código do Autopilot, função autônoma dos veículos da companhia. Cao está sendo processado pela empresa por roubo de arquivos desde março deste ano.

A montadora de carros elétricos alega que Cao roubou os arquivos antes de entrar na concorrente chinesa Xiaopeng Motors (também chamada de Xmotors). Segundo o The Verge, ele era um dos 40 funcionários que possuíam acesso ao código aberto da ferramenta.

O engenheiro admitiu ter subido os arquivos para o iCloud, sua nuvem de arquivos da Apple. Na época, ele ainda trabalhava para a companhia. No entanto, ele afirma que não roubou informações sensíveis e que fez “extensivos esforços” para deletar qualquer arquivo depois que deixou a companhia.

De acordo com a Tesla, Guangzhi Cao transferiu mais de 300 mil arquivos da Tesla referentes ao Autopilot. O engenheiro deixou a companhia no dia 3 de janeiro, mas não afirma quando foi admitido na Xmotors.

Em sua defesa, Cao afirma ter apagado todos os arquivos e histórico de seu computador da Tesla antes de deixar a empresa, mas que havia criado backups com informações da Tesla em 2018. Agora, ele afirma ter apagado os arquivos, mas não diz se teve sucesso em apagar os mais de 300 mil registros.

Cao é responsável por desenvolver e entregar tecnologias de direção autônomas para os carros da Xiaopeng Motors. A empresa afirma desconhecer qualquer desvio de conduta do engenheiro e que ele não repassou ou usou nenhuma informação da companhia em que trabalhava.

A XMotors e os carros autônomos

Essa não é a primeira vez que a XMotors se envolve em polêmicas a respeito de carros autônomos. Um ex-funcionário da Apple também foi acusado de roubar informações e repassá-las para a empresa após ter começado a trabalhar no local. A Apple trabalha na própria divisão de carros autônomos, denominada "Project Titan".

No caso, o ex-funcionário da Apple, Xiaolang Zhang foi considerado culpado. Ele foi condenado a dez anos de prisão e a pagar uma multa de US$ 250 mil.

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