ACE acaba com aceleração e se divide em fundo de investimento e consultoria

Desde 2012 umas das principais aceleradoras do país, a ACE agora vai levantar aportes para startups nos primeiros estágios de desenvolvimento

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A ACE anunciou, nesta terça-feira (25), que está reestruturando seu negócio. A partir de agora, a empresa deixa de ser uma aceleradora de startups e se divide em duas novas frentes: fundo de investimento em startups e consultoria para grandes corporações.

“Tendo acelerado mais de 300 startups, com 14 exits, como Love Mondays, Grubster, PetAnjo e Hiper, e analisar mais de 20 mil projetos, a ACE entendeu que era hora de dar o próximo passo neste mercado e aplicar a disrupção radical em seu próprio negócio”, afirmou a empresa em comunicado oficial.

As operações do fundo de investimento devem começar ainda este ano, e a ACE optou por não se restringir a levantar aportes em capital, mas também promover o desenvolvimento das startups investidas com sua já estabelecida rede de conexões e expertise na área. Como o modelo não será de aceleração, os projetos não precisarão estar presencialmente nas sedes da ACE pelo Brasil tampouco passar por etapas pré-estabelecidas de estruturação do negócio.

“Aposentamos o tradicional programa de aceleração para algo mais customizado, o que chamamos de programa de alta performance. Aproveitamos o melhor do nosso programa antigo, e implementamos um framework mais customizado à medida que investimos na empresa”, afirma Arthur Garutti, sócio da ACE.

Para dar maior assertividade ao fundo de investimento, a ACE desenvolveu uma plataforma com algoritmos de inteligência artificial e machine learning para avaliar startups e criar um score. A partir desta pontuação, a equipe da ACE identificará os projetos com mais potencial e acompanhará o processo para que o empreendedor em estágio seed consiga chegar de forma rápida e preparada à rodada de investimento Series A.

Consultoria corporate

A ACE também anunciou o lançamento da ACE Cortex, consultoria para grandes corporações. O projeto busca trazer inovação e apresentar tendências da nova economia para empresas tradicionais do mercado.

O novo modelo de negócio veio acompanhado de uma pesquisa, que atesta que 70% das empresas estão sofrendo algum tipo de disrupção em seu mercado. No entanto, 60% dos entrevistados afirmam que, nos últimos dois anos, a sua companhia pouco inovou.

“Diferente das consultorias tradicionais, mais generalistas e focadas em aconselhamento, nosso posicionamento é de especialista em inovação, com alto envolvimento e execução em conjunto”, explica Pedro Waengertner, fundador e CEO da ACE.

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