Criptomoeda do Facebook pode dar controle monetário a empresas, diz cofundador

Após criticar rede social por monopólio, Chris Hughes descreve sucesso da criptomoeda Libra como ameaçador para o controle monetário de governos

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Chris Hughes, um dos fundadores do Facebook, voltou a alertar sobre o poder global da rede social. Dessa vez, ele comentou sobre a possibilidade da Libra, criptomoeda criada pela empresa, desempenhar um controle monetário que pertence aos bancos centrais.

No mês passado, ele escreveu um artigo de opinião no The New York Times que dizia que era “hora de romper com o Facebook”, além de caracterizá-lo como um monopólio. Agora, ele escreveu um artigo ao Financial Times com o mesmo caráter. “Se reguladores globais não agirem agora, em breve pode ser tarde demais”, escreveu.

Apesar de criada pelo Facebook, a criptomoeda será gerida por outras empresas como Visa, Mastercard, Paypal, Uber, entre outros. As empresas que participam do projeto investiram, cada uma, US$ 10 milhões. As companhias irão compor a Libra Association, fundação que será responsável pela moeda virtual. O Facebook terá o poder de apenas um voto.

“Isso não torna a perceptiva de sucesso da Libra menos ameaçadora. Essa moeda irá inserir uma nova camada poderosa de corporações no controle monetário entre bancos centrais e indivíduos. Inevitavelmente, essas companhias irão colocar seus interesses privados – lucro e influência – acima do interesse público”, escreveu Hughes.

Ameaça a governos emergentes

O perigo é ainda maior para países emergentes, onde a expectativa por uma moeda estável é ainda maior. Diferente do Bitcoin, a Libra promete ser uma moeda estável (chamada de “stablecoin”) por ser baseada em moedas convencionais.

“Pode ser tão atrativo que se pessoas o suficiente deixarem de usar suas moedas locais, eles [Libra Association] poderão ameaçar a habilidade de governos emergentes de controlar sua oferta monetária, as regras de câmbio e, em alguns casos, a habilidade de impor controle capital”, afirma Hughes. Ele é um membro do “Economic Security Project”, projeto que busca acabar com a pobreza e “recriar a classe média” nos Estados Unidos.

O cofundador do Facebook ainda afirma que os reguladores dos Estados Unidos e da Suíça (onde a Libra Association será sediada) possuem um papel central sobre a criptomoeda. “Eles provavelmente serão quem irão erguer padrões de conheça-seu-cliente, políticas contra lavagem de dinheiro e requerimentos de estabilidade financeira”, escreve.

Ele afirma que o escrutínio dos reguladores do governo “deve ser nada além de exaustivo” – uma de suas críticas quanto a aprovação da compra do Facebook ao WhatsApp e Instagram.

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