Os planos da fabricante chinesa de carros elétricos BYD para o Brasil

Além de ser líder mundial em vendas de veículos elétricos, a empresa produz placas de energia solar, baterias e investe em pesquisa e desenvolvimento no Brasil e no mundo

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A BYD, fabricante que mais vende carros elétricos no mundo, está ampliando suas operações no Brasil. A empresa da China, que também produz baterias, placas de energia solar e outras soluções energéticas, estabeleceu parcerias em diversos estados brasileiros e tem planos definidos até 2022 no país.

Adalberto Maluf, diretor de sustentabilidade da BYD no Brasil, participou do China Innovation Day da StartSe, nesta terça-feira (18). O executivo afirma que a área de “novas energias é, hoje, primordial na empresa”. “O lucro que temos com baterias para celular reinvestimos em pesquisa e desenvolvimento para energia solar”, revela.

Segundo Adalberto Maluf, o governo da China promove a adoção de carros elétricos para alimentar o círculo virtuoso que reduz a poluição, diminui dependência de dispositivos fósseis e fomenta uma indústria que será importante para a liderança tecnológica do país nos próximos anos. “Ao desenvolver e fomentar essas tecnologias, o governo chinês está garantindo que são as empresas chinesas que estarão à frente da revolução 4.0”, explica.

Neste sentido, quando os governantes do Brasil criam parcerias com a BYD para incentivar soluções em mobilidade elétrica e energia renovável, o país também caminha para um futuro sustentável e menos dependente de combustíveis tradicionais. Veja, a seguir, alguns dos planos da fabricante chinesa no país.

BYD no Brasil

A BYD chegou no Brasil em 2014, ao estabelecer uma unidade de pesquisa e desenvolvimento em Campinas (SP) – que sedia a empresa até hoje. Em 2016, a BYD inaugurou uma linha de montagem de chassis para ônibus elétricos e, no ano seguinte, uma fábrica de painéis solares fotovoltaicos. Esta infraestrutura possibilitou as parcerias com o poder público que vieram a seguir.

Diversas cidades do Brasil adicionaram veículos elétricos da BYD às suas frotas de ônibus. Entre elas, destacam-se São Paulo, Campinas, Santos, Brasília, Volta Redonda e Bauru. Em Curitiba, alguns ônibus do BRT (trânsito rápido) são da fabricante chinesa. Segundo Adalberto Maluf, ônibus a diesel são responsáveis por 43% da poluição em grandes cidades.

No fim do ano passado, a BYD ganhou sua primeira licitação para uma Parceria Público-Privada (PPP) no Brasil. O projeto, realizado em Salvador pelo Governo do Estado da Bahia, irá implementar uma estrutura de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na região metropolitana da capital.

Os veículos elétricos, porém, não se restringem ao transporte coletivo. Os planos da marca chinesa também incluem caminhões de carga, caminhões coletores de lixo, vans para logística urbana, taxis e carros de polícia. Vale ressaltar, por exemplo, a cidade de São José dos Campos (SP), cuja frota da guarda municipal é 100% elétrica.

Outras frentes de negócios da BYD também têm presença em solo brasileiro. A empresa está construindo uma fazenda de energia solar em Araçatuba (SP), e tem projetos de instalações menos robustas para alimentação energética solar em fábricas no interior paulista.

O plano de expansão da marca chinesa no Brasil passa pela construção de mais duas fábricas, de forma a reduzir a importação de produtos essenciais do país sede. Ainda neste ano, a empresa deve iniciar as obras de uma fábrica de baterias de lítio e, até 2022, iniciar a fabricação de células para baterias e painéis solares.

Fotos: 1. Prefeitura de Campinas, 2. Eduardo Vianna

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