StartSe inaugura a sua nova sede educacional em Palo Alto, no Vale do Silício

Criada em 2015 por Junior Borneli e João Evaristo, a empresa de educação continuada, investiu R$ 5 milhões em sua nova sede, nos Estados Unidos; objetivo é atender 1 mil alunos ainda em 2019

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A StartSe, empresa de educação executiva continuada, inaugura, nos próximos dias, a sua nova sede educacional, em Palo Alto, no Vale do Silício (EUA).

A “universidade” foi desenvolvida para atender brasileiros e estrangeiros que queiram estudar o currículo da chamada Nova Economia, que ainda não está nos livros e nem nas escolas tradicionais de negócios.

O objetivo é atender 1 mil alunos ainda neste ano e 3 mil no ano que vem.

Para colocar o projeto de pé e financiar o primeiro ano de funcionamento, a StartSe está investindo R$ 5 milhões, o maior aporte feito até hoje pela empresa.

O espaço, de aproximadamente 500 metros quadrados, terá uma sala de aula para 100 pessoas, uma área dedicada a novas tecnologias, que poderão ser experimentadas pelos alunos, e um laboratório de inteligência artificial em parceria com a Olivia, startup fundada no Vale do Silício prestes a iniciar operação no Brasil.

A nova sede educacional é a materialização da principal crença da companhia, a de que as pessoas não aprendem mais da mesma forma e de que nosso modelo de educação ensina a trabalhar em empresas do passado.

Em apenas dois anos, 100 mil pessoas passaram pelos cursos, programas de imersão (no próprio Vale do Silício, na China, Israel e Portugal) e eventos da StartSe. Isto faz da empresa uma das principais formadoras de profissionais para a Nova Economia.

“Nosso propósito é criar novos começos. Ensinamos as ferramentas, recursos e o 'mindset' que as pessoas e empresas precisam para navegar nesse novo mundo”, explica Pedro Englert, CEO da StartSe. “No passado as pessoas perguntavam onde você estudou; hoje a pergunta certa é de que forma você se desenvolve?”

Startup de A a Z, o começo de tudo

Em 2015, quando foi criada por Junior Borneli e João Evaristo (que não participa mais da empresa), a StartSe era um projeto de um curso só, o Startup de A a Z, que custava 30 reais e tinha duração de duas horas.

As aulas eram dadas por Borneli, então estudioso do assunto, a partir da sala de sua casa, no interior de Minas Gerais. O sucesso espantoso do curso Brasil afora deu a medida da carência por um tipo de conhecimento que ainda não estava nos livros.

“Se com uma internet precária, numa cidade de 13 mil habitantes cercada por fazendas de café, despertava o interesse de tanta gente, imagine com mais recursos e mais oferta de cursos”, conta Borneli.

No ano seguinte, Junior se juntou a ex-sócios da XP, Marcelo Maisonnave, Pedro Englert, Eduardo Glitz e Maurício Benvenutti.

O curso inicial segue na grade da StartSe até hoje. Mas a empresa não é mais a mesma. Com sede em São Paulo e filiais no Vale do Silício e em Xangai, a StartSe criou no ano passado uma grade de 16 eventos para as mais variadas indústrias – de educação a finanças - e 25 cursos presenciais, voltados para quem deseja tirar uma ideia do papel e começar a empreender ou investir no mercado de startups.

Neste ano, a companhia lançou seu primeiro curso digital focado no mercado global, o Fintech Revolution.

A StartSe ainda busca auxiliar corporações em suas principais demandas de educação corporativa e inovação.

Sete em cada dez empresas entre as 50 maiores companhias do Brasil são ou foram clientes da StartSe. “Em pouco tempo, percebemos que o público não estava restrito a empreendedores.

Éramos procurados também por executivos de grandes empresas”, explica Englert. A receita saltou de R$ 3 milhões em 2016 para R$ 36 milhões no ano passado.

A expectativa é alcançar R$ 70 milhões em 2019 e dobrar o faturamento mais uma vez no ano seguinte.

A grade atual acompanha o aluno em todo o seu percurso em busca de conhecimento sobre a economia digital.

Tem desde e-books gratuitos até cursos para a alta gestão, passando por eventos e programas educacionais de imersão para os principais hubs de inovação do mundo, como Vale do Silício, China e Israel. Desde que foram criados, em 2017, já foram concluídos 70 programas de imersão, com mais de 2 mil participantes no total.

No início, boa parte dos alunos era pessoa física – empreendedores, gente que queria mudar de vida. Hoje 60% dos participantes são bancados por corporações, numa demonstração da importância dada a esse novo currículo baseado em uma educação continuada.

Segundo Englert, os profissionais e as empresas de sucesso hoje são aqueles que conseguem evoluir constantemente em três pilares: tecnologias emergentes, novos modelos de negócio e, por fim, gestão.

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