Como o Fleury usa Inteligência Artificial para combater o câncer

Com o exame Oncofoco, a empresa usa sequenciamento de genes e uma solução da IBM para personalizar os tratamentos e auxiliar oncologistas na tomada de decisão

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Em maio do ano passado, o Fleury Medicina e Saúde deu um passo importante para a medicina. A empresa, uma das principais na área de diagnósticos, começou a oferecer o Oncofoco, um exame de sequenciamento de DNA que usa computação cognitiva para ajudar médicos na tomada de decisão em tratamentos contra o câncer.

O teste avalia 72 genes relacionados a diferentes tipos de tumores e é realizado em parceria com a IBM Watson Health e a solução Watson for Genomics. “Usamos sequenciamento de DNA e análise de bioinformática em uma plataforma própria para fazer a interpretação e identificar alterações genéticas em um tumor”, explica Dr. Edgar Rizzatti, diretor executivo Médico e Técnico do Grupo Fleury.

Depois, o Watson for Genomics usa inteligência artificial pra cruzar essas informações com pesquisas, estudos clínicos e artigos científicos, oferecendo aos oncologistas relatórios com dados sobre os tratamentos de instituições no Brasil e no mundo e medicamentos que podem ser mais eficazes para as alterações genômicas encontradas.

Equipamento de sequenciamento de última geração desenvolvido pela Fleury.

Como funciona?

O Oncofoco é indicado, principalmente, para os casos mais avançados — em que o paciente não responde mais ao tratamento —, para tumores raros ou de origem primária desconhecida. Segundo Rizzatti, nos casos mais comuns de câncer, a avaliação do médico já é suficiente. Em tumores mais raros ou metastáticos, o teste pode auxiliar o oncologista a tomar uma decisão mais assertiva.

Para fazer o exame, o paciente deve levar uma amostra do tecido tumoral, coletada anteriormente no hospital, para qualquer unidade do Fleury. “Uma vez que fazemos o sequenciamento de DNA e submetemos essas alterações para avaliação do Watson for Genomics, conseguimos identificar quais medicamentos e terapias específicas são mais apropriadas para aquele tumor”, explica Rizzatti.

Segundo o doutor, uma equipe de médicos e cientistas avalia as informações e fazem um laudo específico para aquele paciente, levando em consideração as características da doença tratamentos disponíveis no Brasil e outras informações. O resultado sai em até 15 dias corridos.

Tecnologia como aliada

Com ajuda de inteligência artificial e sequenciamento de DNA, os médicos podem superar um dos principais desafios da medicina: personalizar os tratamentos para cânceres que variam de um paciente para outro. “No tempo em que nós nos formamos, três décadas atrás, existiam só três tipos de câncer de pulmão. Hoje, com as variáveis moleculares, temos pelo menos quatorze, quinze tipos diferentes”, afirma Dr. Roger Chammas, consultor de Oncologia do Grupo Fleury, em um vídeo explicativo sobre o exame.

Desde que passou a oferecer o Oncofoco, a Fleury tem notado bons resultados — tanto por parte dos oncologistas quanto dos pacientes. “Recebemos feedbacks positivos dos médicos, que veem o exame como uma alternativa para ter mais informações. Além disso, é um teste menos doloroso e mais rápido”, afirma Rizzatti.

Segundo Edgar, soluções como essa estão fazendo a diferença no setor da saúde e, principalmente, na vida dos pacientes. “A tecnologia é uma grande facilitadora. Com ela, conseguimos enxergar mais longe”, ressalta.  

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