Edtechs: a educação reinventada

O país tem hoje 364 edtechs – a exceção é o estado do Tocantins; elas são uma alternativa para lidar com os desafios da educação brasileira como falta de estrutura física, professores despreparados e sistemas educacionais arcaicos

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As edtechs, as startups de tecnologia para a educação, já são realidade em quase todo o território brasileiro. A informação é do Mapeamento Edtech 2018, uma investigação sobre o impacto das novas tecnologias educacionais no ensino.

O estudo foi realizado pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) e o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb), no período de 22 de janeiro a 20 de abril de 2018.

Foram mapeadas 364 edtechs em todo Brasil. Os produtos mais oferecidos pelas edtechs são: Produção de Conteúdo (61%) e Coleta de Dados e Processos (19%).

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Tecnologia na educação

Sete em cada dez empresas de tecnologia para a educação utiliza o modelo de distribuição e comercialização de software para gerar receita. Esse dado reforça que a maioria das edtechs brasileiras fornece conteúdo.

O termo edtech é um acrônimo das palavras em inglês “Education” e “Technology”. Apesar do conceito de startup de educação ser abrangente, é possível definir duas características que se destacam nessa categoria de empresa.

A primeira se refere ao uso de alguma forma da tecnologia, que significa a aplicação sistemática de conhecimento científico para tarefas práticas. A segunda característica está relacionada ao uso da tecnologia como facilitadora de processos de aprendizagem e aprimoramento de sistemas educacionais.

Mas por que precisamos saber o que fazem as edtechs?

Solução para problemas históricos

Os desafios da educação brasileira são muitos. Entre eles, escolas sem estrutura física, professores despreparados, processos internos burocráticos, sistemas educacionais arcaicos, crianças e jovens desestimulados. As tecnologias educacionais procuram encontrar soluções para esses problemas.

Um artigo publicado pelo Journal of Science Education and Technology, em  dezembro de 2016, mostrou que estudantes do ensino fundamental conseguiram aprender sobre ciência, tecnologia, engenharia e matemática de maneira mais fácil do que o esperado por meio da robótica.

A introdução de tecnologia no ensino possibilita o desenvolvimento do aprendizado, concluíram as pesquisadoras Kamini Jaipal-Jamani e Angeli Charoula.

No Brasil, as edtechs avançam e hoje são realidade em praticamente todos os estados do país. Segundo o Mapeamento Edtech 2018, 73% dos estados brasileiros têm no mínimo três edtechs. Apenas no estado de Tocantins não foi encontrada nenhuma empresa de tecnologia em educação. Outros dados do estudo realizado pela Abstartups e Cieb que retratam o atual estado das edtechs no Brasil.

  • 43% das edtechs estão sediadas no estado de São Paulo. É o estado que tem mais startups trabalhando para a educação. Em São Paulo também é possível encontrar mais polos que auxiliam e facilitam a abertura de edtechs. No estado, há maior concentração dos grandes grupos educacionais, que são clientes das edtechs - apoiando, portanto, o desenvolvimento delas.
  • 47% atuam no segmento de educação básica, no ensino fundamental e médio. A maioria das edtechs desenvolve soluções para esse segmento.
  • 8% delas atuam exclusivamente para instituições de ensino superior.
  • 49% trabalham com soluções de Sistema Gerenciador de Conteúdo, um aplicativo usado para criar, editar, gerenciar e publicar conteúdo em plataformas digitais. "As edtechs procuram oferecer essa solução porque entendem que precisam modificar o sistema educacional, que continua usando o mesmo modelo do século 19, o que gera pouco engajamento e interação em sala de aula" diz o estudo Mapeamento Edtech 2018. Isso significa também que um número significativo, mas não expressivo, de edtechs trabalha com ofertas de serviços de apoio à gestão escolar.

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