O YouTube tentou cobrar por assinatura. Deu ruim

O YouTube lançou seu serviço de assinatura nos EUA há oito meses, mas parece que o modelo de negócios não deu muito certo

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O YouTube voltou atrás nos seus planos de cobrar por conteúdo e afirmou que seus programas originais não serão mais exclusivos para assinantes em 2019, segundo notícia publicada pelo site Variety.  Ao invés disso, eles serão disponibilizados para todos, de graça e com anúncio.

O YouTube lançou há 8 meses seu serviço de assinatura nos Estados Unidos, cobrando 12 dólares e oferecendo diversos conteúdos originais, sem anúncios. A mudança tinha o objetivo de expandir a sua audiência.

Mas essa atitude gerou questionamentos sobre o modelo de negócios da plataforma.

O acesso aos conteúdos originais era um dos principais atrativos do YouTube Premium. O produto, que inclui o YouTube Music Premium (uma espécie de Spotify) e o Youtube Originals (com mais de 100 conteúdos), foi lançado em maio deste ano por 12 dólares.

Agora que os originais são disponibilizados de graça, grande parte do atrativo parece ter ido por água abaixo (a não ser que você realmente odeie muito os anúncios). A plataforma informou que manterá os planos da assinatura, que permite ao usuário retirar os anúncios.

A mudança de estratégia vem logo depois que a Apple anunciou que lançará seu próprio serviço de streaming com conteúdo original em março de 2019. Ele incluirá uma combinação de conteúdo original e negócios licenciados com produtoras, podendo ser gratuito.

A mudança feita pelo YouTube afeta também uma tensão de longa data entre o negócio baseado em anúncios (que gera bilhões de dólares em receita por ano) e o crescente mercado de assinaturas. O potencial para obter receita publicitária do conteúdo de vídeo dos originais é tão forte que o YouTube não pode deixar de capitalizar sobre isso - mesmo que isso signifique comprometer o potencial do negócio de assinatura.

A plataforma não divulga o número de inscritos para seus serviços Premium ou Music Premium.

 

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