IBM compra Red Hat por US$ 34 bilhões para se tornar líder em nuvem híbrida

Com a aquisição, a companhia pretende acelerar seu crescimento de receita, margem bruta e lucratividade

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A IBM anunciou neste domingo (28) a aquisição da Red Hat - uma empresa especializada em sistemas operacionais Linux, o tipo mais popular de software de código aberto - por US$ 34 bilhões. A transação é a maior já anunciada pela IBM, e vai de encontro com a estratégia da companhia de oferecer serviços de nuvem híbrida. A Red Hat será uma unidade distinta dentro da divisão Hybrid Cloud da IBM - que já tem um valor estimado de US$ 19 bilhões -, que continuará a se concentrar em softwares de código aberto. “A aquisição da Red Hat é uma mudança de jogo. Isso muda tudo sobre o mercado de nuvem”, disse Ginni Rometty, presidente e CEO da IBM, em um comunicado.

Com a aquisição, segundo o executivo, a IBM se tornará a fornecedora de nuvem híbrida número um do mundo, oferecendo às empresas a única solução que irá liberar todo o valor da nuvem para os negócios. A nuvem híbrida combina operações de nuvem pública (hospedada em data centers de terceiros) e nuvem privada (em servidores próprios). A IBM também acrescentou que, juntas, as empresas continuarão a construir parcerias com vários provedores de nuvem, incluindo AWS, Azure, Google Cloud e Alibaba.

Atualmente, de acordo com a própria IBM, a maioria das empresas tem apenas 20% de sua jornada na nuvem, e os outros 80% envolvem desvendar o valor real dos negócios e impulsionar o crescimento. “Esse é o próximo capítulo da nuvem. Isso requer a transferência de aplicativos de negócios para a nuvem híbrida, extraindo mais dados e otimizando cada parte do negócio, das cadeias de suprimentos às vendas”, afirmou a empresa no comunicado.

“O código aberto é a escolha padrão para as soluções de TI modernas, e estou incrivelmente orgulhoso do papel que a Red Hat desempenhou em tornar isso uma realidade na empresa”, disse Jim Whitehurst, presidente e CEO da Red Hat. Segundo o executivo, unir forças com a IBM proporcionará um nível maior de escala, recursos e capacidades para acelerar a Red Hat. Hoje, a empresa tem um modelo de negócio baseado na cobrança de taxas a clientes corporativos por atendimentos personalizados - o que poderá ajudar a IBM a ter uma nova e lucrativa fonte de receita com serviços de assinatura.

Segundo a Bloomberg, esta é a segunda maior aquisição da história da TI corporativa, perdendo somente para a compra da companhia de nuvem EMC pela Dell, em 2015, por US$ 63 bilhões. Segundo a IBM, a aquisição irá acelerar o crescimento de receita, margem bruta e lucratividade dentro de 12 meses.

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