Amazon pode entrar no setor de farmácias no Brasil

A previsão é de Javier Martinez, analista do Morgan Stanley; a análise foi divulgada após o BTG Pactual afirmar que a varejista terá uma "loja de tudo" no país

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A Amazon adquiriu, em junho, a farmácia online dos Estados Unidos PillPack. Foi com essa iniciativa que a gigante do varejo começou a operar em farmácias. Agora, o banco de investimentos Morgan Stanley acredita que é apenas uma questão de tempo até a Amazon também entrar neste segmento no Brasil.

A previsão é de Javier Martinez, analista do Morgan Stanley. Para ele, a Amazon representaria uma grande concorrente para a Raia Drogasil, a maior rede de farmácias do país, que possui planos de abrir mais 240 lojas ao longo de 2019, segundo a Bloomberg.

O grande número de lojas facilitaria que a Raia Drogasil (que possui duas marcas de farmácia, a Droga Raia e a Drogasil) tivesse êxito também no setor online, em que a Amazon atuaria principalmente.

“Nós argumentamos que os investidores comecem a considerar uma potencial disrupção em farmácias pela Amazon”, escreveu o Martinez. Para o analista do Morgan Stanley, a varejista não representaria uma grande ameaça a curto e médio prazo, mas que “a complexidade não significa que não pode ser feito, apenas que pode levar mais tempo”.

A robotização das farmácias já começou

A análise do Morgan Stanley foi divulgada logo após a notícia de que a Amazon irá ampliar sua oferta de serviços no Brasil através de uma loja online que venderá de tudo. A dica foi dada por analistas do banco BTG Pactual, que reafirma também a presença de itens de saúde e higiene pessoal a partir de outubro.

Uma coincidência que pode ter chamado a atenção da varejista para o Brasil é a robotização das farmácias. Recentemente, a Onofre reformou sua farmácia na Avenida Paulista e a tornou uma loja conceito – agora, a farmácia possui robôs, telas interativas e self check-out. Conferimos essa novidade aqui.

Já a Amazon está utilizando cada vez mais robôs no segmento de logística e entregas, movimento que é visto principalmente nos Estados Unidos, em seus maiores centros de distribuição. Se a varejista realmente entrar no segmento de farmácias brasileiras, é esperado que concorra não apenas com a líder nacional, mas também com a Onofre, que também possui uma grande rede de delivery e passou a utilizar a tecnologia em muitos de seus processos após ser adquirida pela rede americana CVS Pharmacy.

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