O futuro do trabalho é trabalhar 5 horas por dia ou 4 vezes por semana

Uma empresa da Nova Zelândia decidiu testar a dinâmica da semana de quatro dias e constatou que, após o teste, seus funcionários se tornaram mais produtivos

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De acordo com um novo estudo do Workforce Institute e da Future Workplace, a maioria dos funcionários das empresas afirmam que é possível realizar todas as suas tarefas em menos de sete horas por dia. Dos 3 mil participantes entrevistados na América do Norte, Europa, Austrália e Índia, 45% deles dizem que, se trabalhassem ininterruptamente, poderiam até mesmo fazer seu trabalho em menos de cinco horas diárias.

Apesar da teoria afirmar que é possível realizar o mesmo trabalho em menos tempo, é preciso levar em consideração as distrações modernas presentes no dia a dia do trabalhador, que vão desde Facebook até uma reunião que consume metade do dia. Porém, à medida que novas tecnologias surgem, cada vez mais tarefas administrativas serão automatizadas e as novas maneiras de pensar sobre o trabalho ganharão força e driblarão essas abstrações.

Nesse contexto, ter seus e-mails classificados por uma máquina, adotar horários flexíveis e até mesmo trabalhar remotamente se tornarão mais comum e facilitaram o dia a dia comercial. "O trabalho está em toda parte - não há limites agora", diz Dan Schawbel, diretor de pesquisa da Future Workplace. "Seu trabalho é mais sobre o trabalho que você faz, e menos sobre a sua localização, e o tempo que você gasta fazendo isso. Isso é uma grande tendencia nos próximos anos”.

Uma semana de trabalho mais curta é preferível

Um fim de semana com três dias é o sonho de muitos colaboradores - o que parece ser um terror para os líderes das empresas. Mas, de acordo com a pesquisa do Workforce Institute e da Future Workplace, uma semana de trabalho mais curta, na verdade, faz muito mais sentido do que uma tradicional. No ano passado, uma empresa de planejamento imobiliário da Nova Zelândia, a Perpetual Garden, passou a permitir que todos os seus 240 funcionários trabalhassem quatro dias por semana, com a mesma remuneração.

Com o cronograma reduzido, os pesquisadores descobriram que os trabalhadores se tornaram realmente mais produtivos - agora, eles optam por reuniões mais curtas e focadas e dedicam menos tempo a conversas paralelas. A experiência foi tão bem sucedida na Perpetual Garden que a empresa pretende tornar o novo calendário algo permanente, disse o New York Times em julho.

O estudo da também descobriu que essa semana de quatro dias é a preferida dos trabalhadores. Segundo a pesquisa, 34% dos trabalhadores afirmam que escolheriam trabalhar com uma jornada de quatro dias, caso sua remuneração não mudasse; 20% gostariam de trabalhar apenas três dias por semana; e 28% não desejariam alterar a semana tradicional de trabalho.

As pessoas gostaram tanto da ideia que optariam trabalhar quatro dias por semana mesmo que isso significasse uma diminuição no seu salário - 24% dos entrevistados americanos disseram que aceitariam um corte salarial de 20% para trabalhar um dia a menos por semana, afirma a pesquisa. 

Mais confiança no colaborador

Como qualquer outra dinâmica de trabalho, a logística de trabalhar menos horas por dia é maleável. Nesse novo cenário, a confiança da empresa no trabalhador aumenta - os funcionários que trabalham em uma semana menor farão seu próprio cronograma e, ocasionalmente, trabalharão mais quando necessário, ações que não serão mais questionadas pela empresa. A aposta das corporações nos colaboradores, em conjunto com a jornada de trabalho reduzida, se traduz em um aumento de receita e funcionários mais felizes.

Uma outra empresa que também adotou o dia de trabalho mais curto é uma companhia de pranchas de paddle em San Diego, a Tower Paddle Boards. A empresa, que é um dos maiores cases do sucesso do Shark Tank e foi nomeada, em 2014, a empresa privada de mais rápido crescimento em San Diego, testou e parece estar gostando da nova dinâmica de trabalho. "Assim como em um trabalho das 9h às 17h, haverá momentos em que as pessoas vão precisar trabalhar mais horas em um dia. Mas quando você pode sair do escritório às 13h para surfar ou pegar seus filhos na escola, o trabalho não é separado da vida; é tudo apenas viver", disse o CEO da empresa, Stephan Aarstol, sobre a experiência. 

As formas de trabalho estão se transformando e, nesse cenário de disrupção, os gestores e a área de recursos humanos precisam estar preparados para motivar e contratar profissionais dessa Nova Economia. Quer saber mais sobre o assunto e ficar por dentro do que acontecerá no futuro do trabalho e da gestão? Participe do RH DAY - O Futuro do Trabalho e da Gestão, um evento que reunirá as principais inovações e insights do setor - não perca!

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