3 empresas que usam blockchain além do mercado financeiro

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

28 de março de 2019 às 15:07 - Atualizado há 1 ano

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O blockchain tem se tornado cada vez mais conhecido. O termo começou a ganhar popularidade depois do surgimento das criptomoedas. Em poucas palavras, trata-se de uma estrutura pública e descentralizada que realiza transações de forma ágil, criptografada e segura.

“São diversas máquinas espalhadas pelo mundo que validam essas movimentações. Quando falamos em bitcoin, é quase impossível alterar uma transação em blockchain”, disse Ingrid Barth, fundadora da Cosmos Blockchain, durante o Cripto & Blockchain Day 2019.

Isso porque os registros são feitos em blocos interligados. Ou seja, não é possível adicionar ou remover informações em apenas um deles. “Seria preciso quebrar criptografias, alterar os blocos e convencer a máquina de que isso é o certo”, explicou Ingrid.

Segundo a executiva, ainda existem alguns mitos sobre o blockchain. O do anonimato é um deles. “Já existem softwares que conseguem rastrear o que acontece na vida de um bitcoin e outros protocolos. Ele mostra se o bitcoin vem de origem ilegal ou se foi usado de forma errada”, contou.

Além do mercado financeiro

Se engana quem pensa que blockchain é usado apenas no mercado financeiro. Empresas de diversos setores já estão apostando na tecnologia. A My Health Data permite que os usuários gerenciem online suas informações de saúde, como exames feitos e histórico em hospitais, e compartilhem isso com profissionais da área. Tudo é registrado por blockchain. “A proposta é empoderar o paciente com suas próprias informações. Ele pode informar ao médico apenas o deseja naquele momento”, explica Ingrid.

Já a Great Lakes Coffee, empresa que produz e comercializa cafés, usa o blockchain para rastrear os grãos e tornar o processo mais seguro. Por um QR Code, os clientes podem acessar todas as informações sobre a origem da bebida e o caminho percorrido até chegar na loja.

Por fim, a Doc.ai também une tecnolgia e saúde. Os dados do paciente são criptografados em uma estrutura blockchain e disponibilizados em dispositivos como smartphone e tablets. A partir disso, o usuário pode compartilhar suas informações com pesquisadores e empresas do setor para acelerar as pesquisas na área, sendo remunerados por isso.