Startup chega a US$ 1 bi com bicicletas compartilhadas por 45 centavos

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Por Lucas Bicudo

2 de março de 2017 às 17:28 - Atualizado há 4 anos

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Caminhe pelas ruas de Pequim nos dias de hoje e as calçadas estarão repletas de bicicletas amarelas e laranjas. A Ofo, companhia por detrás das amarelas, acabou de levantar US$ 450 milhões. A Mobike, encarregada pelas laranjas, levantou US$ 300 milhões no começo desse mês.

A competição cresceu tanto que esses serviços estão cobrando 1 yuan (45 centavos) pelo aluguel – e até deixando as pessoas usarem suas bicicletas gratuitamente. A Ofo arrecadou dinheiro de gigantes, como o DST da Rússia e a gigante local Didi Chuxing.

A empresa disse que a rodada da série D – que também traz nomes influentes como Citic Private Equity, Matrix Partners e Coatue Management – conferiu à startup um valuation de mais de US$ 1 bilhão – transformando-a em uma unicórnio.

Emblema da classe trabalhadora da China, as bicicletas continuam a ser populares entre os estudantes e os passageiros urbanos. A indústria tirou mais de um bilhão de dólares de investidores apostando que as bicicletas oferecem uma alternativa mais valiosa ao sistema de carros compartilhados.

Seus defensores argumentam que há um enorme valor na atividade. A maioria dos jovens atendidos pelo serviço são cobiçados alvos de marketing, que podem oferecer dados preciosos para outros eventuais produtos.

“Se você enxergar essas empresas não apenas como de transporte, mas como plataformas de dados sobre usuários e também gateways para outros serviços, há muito valor a explorar”, diz Zhou Xin, consultor de Internet na Trust Data.

A Mobike e a Ofo estão entre as maiores operadoras privadas de compartilhamento de bicicletas. Ao contrário de serviços similares, operados por governos locais, seus usuários encontram as magrelas e pagam através de um aplicativo de smartphone – depois as deixam onde quiserem.

Só a Ofo já computou mais de 300 milhões de solicitações e tem mais de 20 milhões de usuários ativos, em quase 40 cidades, espalhadas entre China, Estados Unidos, Cingapura e no Reino Unido. A Mobike está presente em pelo menos nove cidades em todo o país, com mais de 100 mil bicicletas nas ruas de Xangai. Essa é a meta para todos os centros urbanos que opera.

Ambas estão olhando agora para a Europa. Existem cerca de 600 operações de compartilhamento de bicicletas em todo o mundo, com um mercado que poderia crescer 20% ao ano, para gerar até US$ 5,8 bilhões de receita até 2020 – de acordo com a consultoria Roland Berger.

A batalha da Uber com a Didi exemplifica os perigos de uma guerra de subsídios para ganhar escala. Mas os investidores podem simplesmente estar olhando para as oportunidades apresentadas por uma plataforma de rápido crescimento e compartilhada por milhões de jovens, móveis e – por definição – pessoas ativas. O que essas oportunidades implicam especificamente ainda veremos.

(via Bloomberg)

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