Startup brasileira ganha competição na Europa e leva 50 mil euros para casa

Da Redação

Por Da Redação

7 de novembro de 2016 às 19:06 - Atualizado há 4 anos

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Quem lê o StartSe com frequência sabe que, semana passada, eu estava em Lisboa para acompanhar o prêmio EDP Open Innovation e conhecer o programa de Corporate Venturing da Energias de Portugal, um dos mais completos da Europa. Junto comigo estavam outras 5 startups brasileiras competindo com 10 equipes europeias.

Confesso que torci para uma brasileira ganhar. E ganharam! A Delfos Predictive Maintenance, de Fortaleza, foi a grande vencedora. Foram 15 competidoras, sendo que a segunda colocada e a terceira eram europeias. Guilherme Studart, um dos três fundadores da companhia, teve três minutos para poder falar do seu projeto e conseguiu transformar sua.

A Delfos realmente tem uma tecnologia requisitada no mundo da energia eólica: ela consegue prever falhas em turbinas eólicas, aumentando o tempo de vida do equipamento e gerando benefícios e ganhos. “Nós montamos essa plataforma, idealizamos, para escalar o conhecimento e prever as falhas antes delas acontecerem. Temos três pilotos em vias de assinar, o primeiro já está fechado”, disse Guilherme Studart, um dos três fundadores da companhia.

A startup estava satisfeita em participar do processo, mesmo se não ganhasse (nossa entrevista foi antes do resultado ser anunciado). “Em agosto nos submetemos a nossa inscrição para cá. EDP dá uma visibilidade, é uma gigante do mercado”, diz Samuel Lima, um dos fundadores da empresa. A companhia passou algumas semanas em Lisboa, melhorando suas condições – o que ajudou na vitória. “Tivemos a oportunidade de coversar com a equipe da EDP, pessoas alocadas para analisar a viabilidade da nossa ideia”, destaca Studart.

As outras 4 brasileiras e 10 estrangeiras tiveram essa mesma oportunidade – e esse é um ponto importante para que as startups participem deste tipo de premiação. “Esse relacionamento que foi construído ao longo das últimas três semanas, ele não tem preço”, diz Studart.

Contudo, a vitória é muito benéfica para a companhia. “Financeiramente isso permite a empresa ganhar escala”, destaca Studart. Com isso, a expectativa é fazer ela alcançar voos ainda maiores que Brasil e Portugal: a Delfos quer dominar o mundo. “Nossa plataforma é de escala global, ela é uma necessidade de todo o mercado mundial de energia eólica”, termina o empreendedor.

Além disso, a companhia deverá ser uma das 11 empresas patrocinadas pela EDP no Web Summit, expondo entre os dias 7 a 10 de novembro. O Web Summit é o maior evento de startup da Europa, e ocorre em Portugal pelos próximos quatro anos. “A inovação no Brasil está num momento de forte dinamismo e o EDP Open Innovation, com a premiação de uma equipe brasileira, confirma essa tendência de rápido desenvolvimento do ambiente de startups no País”, afirma João Brito Martins, diretor de Inovação da companhia.

Mesmo quem não ganhou recebeu enormes benefícios: as outras 14 startups participantes poderão ser convidados a integrar o programa de incubação EDP Starter e até mesmo receberem recursos do EDP Ventures, fundo global de investimento em startups do grupo.

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