StartSe no Mundo: “Tinder dos idosos” conecta pessoas em diversas cidades e não para de crescer

Andrew Dowling, CEO e fundador do aplicativo australiano Stitch, diz que eles são diferentes do famoso aplicativo de paqueras

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Por Eduardo Glitz

5 de Maio de 2016 às 18:39 - Atualizado há 4 anos

O aplicativo australiano Stitch tem como base do negócio conectar as pessoas nas comunidades de cada cidade onde vivem, mas não de forma online e sim presencial, sendo que a tecnologia apenas ajudar a isto ser possível. De acordo com Andrew Dowling, CEO e fundador da Stitch, as pessoas com mais de 50 anos estão buscando muito mais do que um namorado ou marido, mas sim companhia para as mais diversas atividades, como sair para jantar, viajar ou simplesmente bater papo em um café. A empresa de Dowling tem uma missão muito clara: ajudar a reduzir a solidão das pessoas mais velhas. Uma causa muito nobre e que está ajudando mais de 40 mil pessoas em 50 cidades do mundo, não apenas na Austrália.

Esta não é a primeira startup do empreendedor no segmento. Em 2010, quando realizava uma pesquisa sobre a população da China para seu MBA, Andrew identificou um oportunidade de construir algo não unicamente com objetivo financeiros mas também sociais. Foi então que surgiu a Tapestry que busca conectar melhor os idosos com suas famílias, empresa que, em 2014, foi adquirida pela Connect Around, do Vale do Silício. Andrew então identificou que ainda existia um “gap” pois as pessoas com mais de 50 anos estavam conectadas com suas famílias, mas muita ainda sentiam-se sozinhas no dia a dia.

As causas do sentimento de solidão nesta faixa de idade são muitas, seja o divórcio ou até o falecimento do companheiro. O que estas pessoas mais buscam é alguém para compartilhar uma refeição, ir no cinema, viajar e principalmente aumentar sua rede de relacionamentos. Através do Stitch os usuários também organizam eventos onde podem se conhecer melhor e identificar afinidades.

Segundo Andrew, a maior procura hoje é de companhia para realizar viagens, que representa o desejo de mais da metade dos usuários e que deixa claro que não é apenas uma ferramenta para criar casais, mas sim conectar verdadeiramente as pessoas que estão buscando alguém para realizar as atividades que mais gostam.

Ao final da conversa perguntei para o fundador do Stitch quais eram os planos dele para o Brasil, ele contou que curiosamente hoje o nosso pais é o que tem a maior quantidade de usuários entre os países que não falam inglês. Ou seja, mesmo o site sendo todo em inglês, já existe uma demanda bem grande por brasileiros para o serviço. Eles ainda não tem data definida para criar a versão em português e adaptada ao Brasil, mas segundo ele, isso certamente fará parte dos planos de internacionalização da empresa.

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Stich 2

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