StartSe no Mundo: a triste realidade da violência brasileira

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Por Eduardo Glitz

28 de setembro de 2016 às 18:40 - Atualizado há 4 anos

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Eu lembro que antes de começar a viagem de volta ao mundo, quando eu relatava o roteiro planejado, muitos amigos e familiares demonstravam preocupação com a nossa segurança. Ao mencionar que iriamos visitar países como Vietnã e Camboja, por exemplo, causava estranheza para alguns e apreensão para os outros. Fruto do desconhecimento do quão grave é o problema de segurança no Brasil, e não fora dele.

Já estamos no sexto mês da viagem e já passamos por países muito mais pobres que o Brasil, mas em nenhum momento nos sentimos inseguros. Faz parte da nossa rotina sair para jantar a pé em cada cidade que chegamos. Mas por precaução sempre pergunto na recepção do hotel se é seguro caminhar pelas redondezas durante a noite. O mais impressionante é que em nenhum dos 13 países que passamos até agora, alguém ao menos recomendou cuidado. Em alguns lugares as pessoas nem entendiam a minha pergunta, em outros diziam claramente que não havia nenhum problema.

Isso não significa que todos os lugares que passamos são 100% seguros, alguns países sofrem com a “malandragem”. Isso significa que em locais com muitas pessoas, como pontos turísticos ou metrô, acontecem situações de furto. O roubo de uma carteira ou celular em um momento de desatenção. Você não vê, não é agredido ou ameaçado, mas é roubado. Em 6 meses não aconteceu nada disto com a gente, mas sabemos que pode ocorrer.

Mas quando contamos para as pessoas nestes países que no Brasil ocorre assalto com arma eles ficam chocados. Em alguns lugares, como na China, eles não entendem como é possível, fazem perguntas bobas do tipo: “É permitido ter armas?” ou “Como a policia não prende estas pessoas?”.

Das 50 cidades mais violentas do mundo 21 delas estão no Brasil e nenhuma delas na Ásia. Este dado deixa claro o quanto a violência tomou conta do cotidiano dos brasileiros e virou algo aceitável, quase normal. Ao ponto de acharmos que perigoso é fora do Brasil. A “malandragem” até poderia ser aceita como um problema comum de grandes cidades, agora a violência é algo diferente. Muda a vida das pessoas, muda a rotina, gera angustias e nos piores casos perdas profundas.

Arma na cabeça para roubar um relógio, sequestro relâmpago, tiroteio entre traficantes, roubo de carro, entre outros. Isto infelizmente é coisa que convivemos no Brasil. Imaginar que existem pessoas que blindam seus carros é a demonstração do quanto a violência caiu na rotina.

Vivemos em uma guerra e nenhum governo até hoje, independente do partido, teve a competência para realmente priorizar isto. Tenho certeza que é possível, tudo é possível quando se prioriza as coisas certas, afinal estamos entre os piores do mundo, se melhorar um pouco, já será uma mudança de patamar na vida das pessoas.

Este conteúdo faz parte do projeto StartSe no Mundo, uma viagem empreendedora por mais de 40 países. Conheça o site do projeto clicando aqui e inscreva-se para receber conteúdos exclusivos ao longo da jornada, que podem inspirá-lo e ajudá-lo a empreender.