StartSe no Japão: perfeito? Por lá também têm polêmica nas Olimpíadas

Da Redação

Por Da Redação

4 de julho de 2016 às 18:07 - Atualizado há 4 anos

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*Por Felipe Leal

Em pouco mais de 30 dias iniciam os Jogos Olímpicos Rio 2016! Daqui 4 anos, o palco da maior festa do esporte será em Tóquio no Japão. Um mesmo evento, em duas sedes completamente diferentes e um mundo de oportunidades para quem quiser participar direta ou indiretamente. A boa notícia para os japoneses é que eles tem tempo para se prepararem. A boa notícia para os brasileiros é que não temos mais tempo para divagar sobre o que poderíamos ter feito em termos de planejamento e preparação, pois agora é hora da execução e foco para entregar os melhores Jogos que pudermos.

Tanto Rio quanto Tóquio estão, desde o início do processo, envoltos em polêmicas das mais variadas. Do lado brasileiro tivemos a promessa de um legado para a cidade que ficará pela metade (sendo otimista!) com a não despoluição da Baía de Guanabara e Lagoa Rodrigo de Freitas, atraso na entrega do metrô, instalações esportivas questionadas e mais recentemente o surto do zika vírus e a suspensão do laboratório antidoping, para citar algumas. Do lado japonês são as suspeitas de propina na compra de votos para escolha da sede, troca do logo dos Jogos por denúncia de plágio, projeto de mudanças nos símbolos de indicação aos turistas, alteração do projeto do Estádio Olímpico, entre outras.

É curioso ver que mesmo nas polêmicas, os japoneses são rápidos para “pivotar” e corrigir o fato gerador da mesma. No caso do logo, o primeiro escolhido foi acusado de plágio por ser muito parecido com o logo do Teatro de Liége na Bélgica. Não demorou muito e o logo oficial de Tóquio 2020 foi alterado via novo concurso. O projeto original do novo Estádio Olímpico (antigo Estádio Nacional de Tóquio) também teve que ser refeito por inteiro, pois a estrutura agrediria muito a paisagem do local, uma zona de grandes parques dentro da megalópole que é a capital japonesa. E o mais inusitado é o projeto que prevê a alteração de alguns símbolos nos mapas aos turistas para que haja uma compreensão melhor dos estrangeiros devido à dificuldade do idioma. O mais polêmico é o “manji”, um símbolo sânscrito que significa “boa fortuna” ou “bem estar” e que representa os templos budistas, a religião predominante no Japão. O problema, na visão dos organizadores, é que o “manji” é idêntico à suástica nazista, o que de fato me causou estranheza nas primeiras vezes que estudei os mapas do Japão. Identificado o problema, rapidamente surgiu a proposta de alteração que será votada mais adiante.

Mudando de arena e entrando no âmbito empresarial, uma breve conferida nos patrocinadores dos dois eventos já indica quem se preparou melhor para essa oportunidade. O COI (Comitê Olímpico Internacional) possui 3 categorias de patrocínio aos Jogos. No grupo dos 12 patrocinadores olímpicos globais do comitê, temos uma empresa japonesa (Toyota) e nenhuma brasileira. No segundo grupo estão os patrocinadores oficiais e específicos de cada evento. Nesse caso, são 7 marcas se associando ao Rio 2016 contra 15 que já oficializaram a parceria com Tóquio 2020. No terceiro e último grupo estão os apoiadores oficiais onde a diferença é ainda maior, sendo 11 no evento brasileiro e 23 no japonês. E vale repetir, Tóquio ainda tem 4 anos pela frente para aumentar o apoio das empresas e com isso crescer o engajamento da população.

Mas até aí estamos falando de grandes empresas e marcas conhecidas. E como ficam os pequenos e médios negócios? A realização de um mega evento como as Olímpiadas gera muitas oportunidades para os empreendedores de menor porte. Turismo, setor imobiliário, alimentação, brindes, gráficas, serviços em geral e licenciamento de produtos são alguns exemplos de segmentos que se beneficiam muito com os Jogos. Mesmo com todas as restrições que o COI impõe às empresas que não são patrocinadoras oficiais, as oportunidades são muitas, especialmente para os pequenos negócios e não apenas de quem está próximo da cidade sede. O Sebrae, por exemplo, tem um programa chamado “Sebrae no Pódio” que incentivou o cadastramento de micro e pequenos negócios de todo o país para serem potenciais fornecedores do Comitê Organizador Rio 2016. Ações como essa são oportunidades de ouro!

Nesse paralelo entre Olimpíadas e empreendedorismo, o atleta é o empreendedor que se prepara, treina a vida inteira e luta para ter seu momento de glória e alcançar o sucesso! Os valores japoneses do respeito às regras, do planejamento levado a sério, da velocidade na correção de rumo e da execução nos prazos estabelecidos já nos mostram que, mesmo eles estando há 4 anos da data da cerimônia de abertura no Japão, essas são vantagens competitivas para o país! Já que não temos muito mais tempo em relação aos nossos Jogos, que nos sirva de exemplo para eventos futuros e no amadurecimento do nosso “mindset” de como fazer negócios. Já passou do tempo de o Brasil subir ao pódio e ter orgulho do seu espírito empreendedor, assim como tem dos atletas e suas medalhas nas Olimpíadas!

Estadio Olimpico original Estadio Olimpico revisto Rio x Tokyo simbolo_japao Turistas mapa

*Felipe Leal é o correspondente do Startse no mundo no Japão.

Desde que soube do projeto StartSe no Mundo, trazendo ao Brasil ideias de negócios através do olhar empreendedor do Eduardo Glitz na sua volta ao mundo, me tornei fã da iniciativa. Assim que defini minha viagem de férias ao Japão, com o propósito de conhecer uma cultura completamente diferente da nossa, conversei com o Glitz para ser uma espécie de correspondente StartSe no Mundo naquele país. Ele topou prontamente e a partir daí nasceu o conteúdo que será apresentado a vocês nos próximos dias! Arigato e aproveitem!

Este conteúdo faz parte do projeto StartSe no Mundo, uma viagem empreendedora por mais de 40 países. Conheça o site do projeto clicando aqui e inscreva-se para receber conteúdos exclusivos ao longo da jornada, que podem inspirá-lo e adjudá-lo a empreender.