StartSe no Japão: capacidade de adaptação dos japoneses aplicada à sua cozinha vai muito além do sushi

Da Redação

Por Da Redação

27 de junho de 2016 às 22:53 - Atualizado há 4 anos

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*Por Felipe Leal

Minha primeira lembrança de comida japonesa no Brasil remonta ao final da década de 90. Claro que ela chegou muito antes disso, mas a febre de sair para comer um sushi ou ir a uma temakeria, em termos históricos, é algo muito recente. Mais ou menos sofisticada essa sempre foi no Brasil, com algumas exceções, a referência dessa cozinha que é considerada patrimônio cultural intangível da Unesco desde 2013. E não à toa, virou um grande negócio no Brasil e no mundo!

Nesse sentido, duas coisas me chamaram a atenção no Japão. A primeira é que comida japonesa é muito, mas muito mais do que aquilo que estamos acostumados a comer no Brasil. São mais de 30 variedades de pratos tão tradicionais quanto o sushi. A segunda é que existe toda uma indústria que adapta esses pratos para serem vendidos no formato “take away”, ou seja, para levar e muitas vezes comer em movimento.

Vários fatores contribuem para que esse mercado seja tão relevante no Japão. Inegavelmente, o japonês das grandes cidades é um povo que está sempre em movimento. Frenético! Tokyo, Yokohama, Osaka e Nagoya, por exemplo, são cidades com alta densidade populacional e o resultado disso é que os espaços são limitados e disputados. Dessa forma, a facilidade da comida “take away” é muito bem-vinda! Também contribui e muito para esse fenômeno a proliferação das lojas de conveniência (por lá chamadas de “konbinis”) como 7-Eleven, Lawson e FamilyMart. Atentas a essa dinâmica, elas se espalharam pelas cidades para atender essa demanda enorme. Além das redes, existem muitas barraquinhas que vendem todos os tipos de comida, em especial os espetinhos.

Espetinho 3 carangueijo

Na maior parte do mundo, a comida “take away” está mais relacionada ao fast food (ou junk food), ou seja, alimentos ou industrializados ou altamente calóricos. No Japão é diferente, é a tradicional comida japonesa que está disponível para quem quiser leva-la para a casa ou comer num parque, por exemplo. O mais famoso e popular na versão “take away” é o “Omusubi”, uma espécie de temaki com recheios variados em formato triangular ou circular cuja embalagem já traz as instruções para você abrir e não desperdiçar nenhum pedaço da comida.É muito fácil de comprar, levar, comer e é delicioso!

Omusubi 2

Se você preferir uma comida quente, você pode tentar o “Oden”. Esse prato é uma mistura de ingredientes imersos num tipo de sopa que você escolhe e serve em potes específicos para se comer de pé ou transportar.Oden 2

Como não experimentar os incríveis “Nikuman”, que são bolinhos de carne de porco e outros ingredientes e cozido no vapor.

Nikuman 1

E claro, o tradicional sushi não poderia faltar. Descobrimos a versão “Kakinoha sushi”, que é envolto numa folha de caqui (não comestível) e você pode comer com a mão, o que o torna muito prático e bem apresentado.

Kakinoha sushi 4

Esses são alguns exemplos de pratos tipicamente japoneses que foram adaptados à versão “take away”. E é essa capacidade de adaptação a uma demanda gigante que despertou o interesse no tema. É incrível como o japonês é um povo que se adapta rápido às situações e às demandas latentes. Eles conseguiram transformar toda uma culinária típica em algo rápido, acessível (os “omusubi”, por exemplo, custam em média 150 ienes ou R$ 4,00) e prático que atende uma população com pressa e que está sempre em movimento. E o melhor, mantendo o sabor que é conhecido e apreciado no mundo inteiro!

E aí a pergunta inevitável: porque no Brasil o mercado de comida para levar não é tão desenvolvido nas grandes cidades? E porque a febre dos food trucks, na maior parte das vezes, fica nos óbvios hambúrgueres, hot dogs e frituras? Porque as lojas de conveniência se limitam a vender salgados no estilo pão de queijo e empadas? Que fique claro, eu adoro todos esses pratos, mas será que não podemos ir além? Será que não podemos valorizar ainda mais as comidas típicas de cada região e adapta-las a esse formato? Depois de experimentar o que os japoneses fizeram com a sua histórica cozinha, minha resposta é que sim! Ou melhor, porque não?

Bento 1 Espetinho 1 polvo Espetinho 2 Espetinho 3 carangueijo Espetinho 4 Espetinho 5 guioza Espetinho 7 Espetinhos 6 Japones Kakinoha sushi 1 Kakinoha sushi 2 Kakinoha sushi 3 Kakinoha sushi 4 Nikuman 1 Nikuman 3 Oden 1 Oden 2 Omelete 1 Omusubi 1 Omusubi 2 Omusubi 3 Omusubi 4 Omusubi 5 Omusubi 6 Omusubi 7 Outros 1 Outros 2 Outros 3 Side dishes 1 Side dishes 2

*Felipe Leal é o correspondente do Startse no mundo no Japão.

Desde que soube do projeto StartSe no Mundo, trazendo ao Brasil ideias de negócios através do olhar empreendedor do Eduardo Glitz na sua volta ao mundo, me tornei fã da iniciativa. Assim que defini minha viagem de férias ao Japão, com o propósito de conhecer uma cultura completamente diferente da nossa, conversei com o Glitz para ser uma espécie de correspondente StartSe no Mundo naquele país. Ele topou prontamente e a partir daí nasceu o conteúdo que será apresentado a vocês nos próximos dias! Arigato e aproveitem!