StartSe no Butão: conheça o país mais feliz do mundo

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Por Eduardo Glitz

9 de agosto de 2016 às 11:05 - Atualizado há 4 anos

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A história toda começou a 40 anos atrás quando um repórter indiano meio mau intencionado perguntou para o novo rei do Butão, de apenas 17 anos, qual era o PIB de seu país. Sabendo que a resposta seria um numero muito baixo, o sagaz adolescente respondeu que em seu pais não se media o PIB (Produto Interno Bruto) mas sim a FIB (Felicidade interna Bruta). E desde então o país é reconhecido por ser a nação mais preocupado do planeta com a felicidade de sua população, virando de cabeça para baixo os conceitos da atualidade relacionados ao consumo e a tecnologia.

A sensação é de estar naquelas novelas de época dos anos 40 ou 50, os pequenos prédios do centro da cidade seguem todos mesmo padrão, dois ou três andares e janelas sempre com molduras de madeira trabalhada que lembram as cidades do interior da Alemanha ou Suíça. As pessoas cruzam por você na rua com seus trajes típicos, que lembram as roupas da idade média. Um país de apenas 650 mil habitantes, que é considerada a nação mais isolada do mundo. A sua capital é Thimpu com 100 mil pessoas que vivem sem riqueza, uma classe média trabalhadora que conhece muito pouco os benefícios da vida moderna, mas também não vive os males gerados pelo desenvolvimento. O bem material mais cobiçado por eles é o arco e flecha produzido nos Estados Unidos, que é de ferro e com molas, substituindo o tradicional de bambu que é o equipamento utilizado para o esporte mais famoso da nação.

Em todo o país não existe nenhum semáforo de trânsito, supermercados e farmácias não fazem parte do dia a dia de consumo deles, as compras são feitas naqueles pequenos armazéns da época dos nossos avós, que vendem de tudo um pouco. Os únicos artigos na cidade que nos lembram a vida moderna são o carro e o telefone celular, o restante segue o padrão de algumas décadas atrás. A televisão chegou no país somente em 1999 e desde então, segundo os locais começou a mostrar para a população novas formas de consumo, que precisam ser gerenciadas para evitar a perda da cultura do país.

Mas tudo isto não significa que o país não é evoluído, eles evoluíram de outra forma, voltados para o bem-estar das pessoas, independente do consumo. Resolveram garantir a felicidade de seu povo sem a necessidade de correlação com o dinheiro. Nesta linha o Butão foi o primeiro pais do mundo a proibir a produção e consumo de cigarro, suas florestas são praticamente intactas, resolveram abrir mão de uma enorme fonte de receita na exploração da madeira em troca de garantir a sustentabilidade das próximas gerações. O turismo é controlado, para se conseguir o visto é necessário garantir um consumo mínimo diário de 250 dólares por pessoa, e tudo isto precisa ser comprado de uma agencia local, antes de chegar.

Apesar de usarem a sua língua local no dia a dia, desde a década de 70 todas as crianças são ensinadas em inglês nas escolas, ou seja, aprendem matemática, geografia e todas as demais disciplinas em inglês, foi uma decisão do rei para garantir que as pessoas possam se relacionar com os outros países quando virarem adultos. O rei funciona como um pai, o respeito as regras definidas por ele são inquestionáveis, muito por conta de uma credibilidade adquirida durante décadas buscando o bem estar da população. Outro exemplo interessante esta relacionado ao controle de natalidade, a alguns anos atrás o rei solicitou que todos tivessem no máximo 3 filhos, ordem prontamente cumprida por todas as famílias.

A nação é uma democracia com reinado, parecido com o do Reino Unido. Em 2008 o rei foi contra o desejo da população e acabou com o modelo de monarquia ditatorial. Não foi um movimento fácil, pois as pessoas não queriam eleger seus governantes, desejavam que o rei e sua família continuassem no poder para sempre, tal a paixão que eles tem pela família real, que esta estampada nos broches que todos usam com suas fotos.

De todos os países que visitamos até agora, sem duvida foi o povo mais acolhedor. É possível ver nos olhos das pessoas a humildade e a pureza. Foi o primeiro pais que saímos com um aperto no coração, difícil de explicar. Não existe violência por aqui, e apesar de ser um país pobre, sua população consegue ser feliz e contagiar todos os que visitam com sua cultura e com muito amor. Um aprendizado e tanto sobre os verdadeiros valores da vida e seus caminhos para a felicidade!

Muito obrigado Butão!!

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