StartSe na Tailândia: o que esse país me ensinou

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Por Eduardo Glitz

21 de julho de 2016 às 14:23 - Atualizado há 4 anos

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Talvez você tenha ouvido falar das belezas da Tailândia ao ver o filme “A Praia”, ou tenha conhecido Bangkok, a sua capital, por conta do sucesso do filme “Se beber não case 2” (coincidentemente, eu fiquei no mesmo hotel que gravaram, mas isto não foi o que me impressionou). Ao chegar em Bangkok eu senti uma energia diferente, sabe aquela coisa de todo mundo estar correndo, muitos carros, transito, algo tipo São Paulo. São 20 milhões de habitantes na capital, e que sem dúvidas o país é um gigante que começa a acordar.

A Tailândia de um modo geral é muito pouco conhecida pelos brasileiros, alguns se aventuram a visitar suas praias, dado que é um destino turístico muito famoso. Mas as relações comerciais são quase inexistentes, o que é uma pena pois sem dúvida existe um enorme potencial desta nação. São praticamente 70 milhões de habitantes que fazem da Tailândia um dos vinte maiores países do mundo.

O pais também é um dos destinos preferidos dos Nômades digitais, aqueles que rodam o mundo trabalhando pela internet, sendo muitas vezes remunerados em dólares ou euros, mas vivendo com um custo de vida baixíssimo, característica dos países desta região. Estas pessoas estão nos ensinando que o mundo realmente não tem mais fronteiras, e o empreendedorismo se torna cada vez mais latente neste novo ambiente. A cidade de Chiang Mai, no norte da Tailandia, é a preferida deles, que foram tema de uma matéria anterior por aqui.

Juntamente com Camboja, Laos e Vietnã, a Tailândia faz parte do sudeste asiático, ou região conhecida por alguns como Indochina, por sofrer influências tanto da China quanto da Índia. Os tailandeses são o único povo do sudeste asiático que não foram governados por uma nação europeia, mas sofreram sucessivos golpes militares que nas ultimas décadas deixaram o pais estacionado. Mas isto vem mudando, a economia do país vem apresentando nos últimos anos um crescimento consistente, apesar de baixo, e junto com o Vietnã é considerada uma das maiores historias de sucesso na região. A exportação e o turismo são os principais motores da economia, que surfam a onda de crescimento desenfreado dos seus vizinhos, em especial a China.

O pais tem características tropicais parecidas com as do Brasil e frutas em abundancia são vendidas pelas ruas nas mais diversas formas. Eles possuem o habito de comprar frutas já descascadas e sair comendo. Neste cenário surgem também os snacks saudáveis, assunto tratado em matéria anterior, onde as mais diversas frutas são vendidas em supermercados e lojas de conveniência, desidratadas e crocantes, ocupando o espaço dos tradicionais salgadinhos de milho. Hábito saudável e oportunidade de aprendizado de uma tendência que deve vir para o Brasil.

Em 2015 o pais recebeu 25 milhões de turistas, ficando entre os 15 países do mundo que mais recebem visitantes. A titulo de comparação, o Brasil com todas as suas belezas naturais, que na minha opinião são superiores as da Tailândia, recebeu pouco mais de 5 milhões, demonstrando a enorme competência dos tailandeses em trabalhar o turismo, uma das principais fontes de riqueza do seu pais. Sem duvida nós brasileiros temos muito a aprender com este povo.

Este crescimento que vem ocorrendo nos últimos anos é visto a olho nu, nas ruas de Bangkok. Avenidas largas, viadutos, muitos carros e motos são o cenário atual de um país que já é o 77 no ranking de liberdade econômica, no mesmo patamar de países desenvolvidos como França e Itália e muito na frente do Brasil que ocupa a 120 posição. O principal aprendizado é de que a Tailândia existe e junto com o Vietnã e seus vizinhos, podem estar construindo um novo motor de crescimento mundial.

Infelizmente junto com o crescimento agravasse um problema de ordem mundial, o lixo. É chocante e entristecedor visitar praias paradisíacas e ver elas totalmente tomadas por lixo, em especial plástico. Ele não é das pessoas que jogam o lixo na praia, mas é trazido pelo mar. Neste momento eu comecei a entender de verdade o que muitos ambientalistas já falam a muitos anos, de que o plástico leva milhões de anos para se decompor, e todo plástico produzido vai se acumulando no planeta. Garrafas, copos, tampinhas, lacres, absolutamente tudo que usamos em nosso dia a dia irá parar em algum canto do mundo. O que ao final de tudo, deixa muito claro, que a maior oportunidade de negócio que existe hoje no mundo, está relacionada a soluções eficientes para redução do lixo acumulado no mundo, em especial em países que estão em processo de desenvolvimento, onde o plástico já chegou, mas a educação e a reciclagem ainda não. Esta ai talvez uma das causas mais nobres que possa existir, e também rentáveis.

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