StartSe na Indonésia: conheça a startup que faz de todo mundo um editor de revista

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Por Eduardo Glitz

3 de junho de 2016 às 13:48 - Atualizado há 4 anos

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Com tecnologia na mão e uma ideia inovadora na cabeça, qualquer um pode criar sua própria revista. A sacada de Nick Martin, programador, profissional de marketing digital e hoje CEO, gerou o Magloft, site que permite publicar na rede e entrar num mercado que cresce 37% ao ano. Ele espera alcançar faturamento de um milhão de dólares no próximo ano.

Nick é mais um empreendedor que encontrei em Bali, um verdadeiro celeiro de mentes brilhantes que se permitem trabalhar de qualquer lugar do mundo. A startup dele funciona no Liv.it, um escritório de coworking baseado em Gianyar, no sudeste da ilha, e atende clientes no mundo inteiro.

O toque especial é que eles simplificaram o formato flip, que dá ao leitor a sensação de folhear as páginas. Bom para as novas gerações cada vez mais exigentes em termos de rapidez e usabilidade, bom para quem sente saudade das revistas de papel.

Com a enxurrada de informação disponível na Internet, a curadoria de conteúdo ganha cada vez mais valor. A fórmula em que alguém seleciona a informação mais interessante e nova sobre um tema e a oferece de um jeito atraente, acessível e fácil de consumir não fica velha nunca. A Magloft entendeu isso e, desde sua criação, em janeiro de 2014, apostou em um modelo que junta tecnologia fácil de usar e preços mais baixos que os concorrentes.

O site permite aos usuários criar seus próprios aplicativos de publicação, adequados para as regras das principais app stores. Com isso, editores podem focar em desenvolver o melhor conteúdo, enquanto a Magloft cuida da tecnologia por trás do visual. Tudo baseado em muita automação.

O mercado de revistas digitais deve movimentar 5,7 bilhões de dólares em 2018, diz um estudo da PricewaterhouseCoopers. Em setembro, a própria Apple comprou uma startup no setor, revelando o crescente interesse no negócio. Mas, tradicionalmente, os concorrentes da Magloft, como Mag+ e Adobe Digital Publishing Suite, detém o código e impõem restrições ao branding dos clientes.

Já a Magloft garante zero branding próprio: cores, logomarcas, gráficos e estilos seguem à risca a identidade visual de cada cliente. O controle também fica totalmente a cargo de quem oferece o conteúdo: os apps são associados aos clientes, e não ao provedor. O PDF da revista digital é transformado em uma versão interativa para ser lida online, inclusive em smartphones. Tem também templates para quem começa do zero.

“Estatísticas recentes mostram que os usuários uma mudam de tablets para telefones quando consomem revistas. É aí que a Magloft se destaca: com nosso exclusivo editor drag-and-drop e conteúdo interativo e responsivo. Nossos concorrentes também cobram de duas a dez vezes mais”, conta Nick, que usa estatísticas para entender o que seus clientes valorizam.

Criar um aplicativo de revista com a Magloft sai de graça para versões simples e pode custar até 999 dólares por mês para agências. O preço relativamente baixo que a companhia oferece não significa economia. Além do formato totalmente adaptado para qualquer dispositivo de leitura, eles colocam à disposição do cliente suporte online, manuais de uso, ferramentas extras e garantia de devolução do dinheiro em 30 dias se o cliente não ficar satisfeito. Não é feitiçaria, é tecnologia usada com criatividade e empreendedorismo.

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