StartSe na França: um carro pode ser considerado uma obra de arte?

Avatar

Por Eduardo Glitz

13 de dezembro de 2016 às 18:20 - Atualizado há 4 anos

Logo ReStartSe

GRATUITO, 100% ONLINE E AO VIVO

Inscreva-se para o Maior Programa de Capacitação GRATUITO para empresários, gestores, empreendedores e profissionais que desejam reduzir os impactos da Crise em 2020

Eu visitei na França a fábrica da Buggatti e conclui que sim, isto é uma obra de arte. Para Ettore Buggatti, o fundador da marca de automóveis que leva o seu nome, e é considerada um das mais caras e cobiçadas do mundo, tinha certeza que sim. Uma mistura de alta performance, alta tecnologia e muito luxo formam o conjunto desta obra de arte que poucas pessoas no mundo conseguem ter acesso.

A história da Bugatti é muito antiga, do inicio do século passado. E não é o de uma empresa que  cresceu e se espalhou por todo o mundo. Estamos falando de uma boutique de automóveis, que até hoje faz questão de chamar sua fábrica de atelier. Ainda em sua adolescência, Ettore foi enviado para estudar escultura na Academia de Arte de Brera, e foi depois que ele descobriu sua paixão por automóveis, por isso tudo sempre teve um toque de arte. Na sequência da sua decisão de se tornar um engenheiro, aos 17 anos, o jovem começou a trabalhar e em apenas um ano, ele havia projetado e construído um veículo de três rodas equipado com dois motores.

Ainda naquela época a sua invenção foi campeã das diversas corridas de automóveis que ocorriam na época, e já aos dezenove anos, Ettore Bugatti tinha acabado de completar a construção de seu primeiro carro. Considerando o desenvolvimento tecnológico do momento, isto foi nos primeiros anos de 1900, o seu automóvel parecia quase futurista. Um carro com uma caixa de câmbio de quatro velocidades, um motor com válvulas no cabeçote de quatro cilindros e uma variedade de melhorias de engenharia que apenas um construtor talentoso poderia ter conseguido na época.

Daquele ponto em diante, o seu sonho decolou e evoluiu para um negócio de verdade. Um grande aprendizado que ele trouxe para nós empreendedores esta relacionado ao relacionamento com seus clientes,  ele sempre foi muito atento aos detalhes e dedicado a causar uma impressão espetacular a aqueles que o visitavam. Em 1909 ele comprou uma propriedade na região da Alsácia, na França, onde ainda hoje está localizado o Castelo Buggatti, a sede da empresa e o Atelier. O Castelo sempre foi usado para receber jornalistas e clientes, em eventos e jantares.  E sua fábrica era motivo de orgulho sempre,  pela organização e limpeza.

A visita ao atelier é impressionante, mas infelizmente não são permitidas fotos no local. O piso é branco e é tão limpo quanto o de um hospital. Não mais do que 5 carros estão ali sendo montados de forma manual, com atenção máxima aos detalhes, não é por acaso que o felizardo que hoje em dia consegue ter uma Buggatti precisa desembolsar 2,5 milhões de euros, ou seja aproximadamente R$ 9 milhões, na Europa. Já o custo para trazer ao Brasil seria muito maior. É hoje o carro mais caro produzido no mundo.

Os carros são sempre personalizados em todos os detalhes, e o comprador acompanha as 8 semanas que a obra de arte leva para ser construída, recebendo fotos e acompanhando a evolução, até poder receber o carro, ou  hipercarro, como esta categoria de automóveis é  reconhecida pela imprensa especializada. E não é por acaso que a marca possui hoje o recorde mundial de velocidade em um carro de série, superando os 430 km/h.

Buggati foi um visionário do mercado de alto luxo, baseado na qualidade dos produtos e na sua capacidade de apresentar isto a seus clientes, ele conseguiu transformar um simples meio de transporte em uma das obras de arte mais cobiçadas do mundo. Sem dúvida nenhuma, foram poucos empreendedores que na história que realizaram este feito.

Não deixe de entrar no grupo de discussão do StartSe no Facebook e de inscrever-se na nossa newsletter para receber o melhor de nosso conteúdo!

[php snippet=5]