StartSe na Europa: a polêmica da taxa para despacho de bagagem

Avatar

Por Eduardo Glitz

19 de dezembro de 2016 às 16:03 - Atualizado há 4 anos

Logo ReStartSe

GRATUITO, 100% ONLINE E AO VIVO

Inscreva-se para o Maior Programa de Capacitação GRATUITO para empresários, gestores, empreendedores e profissionais que desejam reduzir os impactos da Crise em 2020

Nos últimos dias começou uma polêmica no Brasil sobre a cobrança pelas companhias aéreas da taxa para despacho de bagagem. Você é a favor ou contra?

Para contextualizar queria compartilhar com vocês que esta pratica é muito comum na Europa, onde a passagem, em algumas situações, é muito barata. Aqui existem passagens que custam 10 euros, mas são inúmeras taxas que são agregadas durante a compra, e que podem tornar algumas vezes o trecho bem mais caro do que você imaginava.  Mas até que ponto isto é bom ou ruim?

Se você pretende viajar sem bagagens, sem reservar assento e realizando todo o processo de check-in online, isso vale a pena. Lembrando que isto permite que as pessoas se adequem ao que estão dispostas a gastar, cada um monta a sua viagem como preferir e paga por cada benefício que irá utilizar.

É mais ou menos como quando você compra um carro. Ele pode vir sem opcionais ou com opcionais, dependendo do quanto você quer gastar. Imagina se todos os carros viessem com todos os opcionais? Ficaria mais caro para todos.

No modelo de hoje, quando você viaja sem bagagem você está pagando pelo custo da bagagem daqueles que estão no avião contigo. Afinal, a bagagem tem um peso que faz a aeronave gastar mais combustível, sem contar em todas as pessoas envolvidas no processo de despacho, desde a funcionária do check-in, até aqueles que embarcam e desembarcam suas malas no compartimento de carga do avião.

Este mesmo raciocínio vale para os demais serviços. A alimentação, por exemplo. Você acha correto pagar pelo lanche no avião? Na verdade, você sempre paga, já que ele está embutido no preço da sua passagem. Quando a empresa aérea decide cobrar por este serviço, ela passa a lhe dar a opção de pagar ou não por ele. Mais justo, não?

Alguns podem dizer que as passagens não irão reduzir o preço e que isto só irá aumentar as margens das empresas, que, por sinal, são baixíssimas. Então que entre em cena a tal palavra mágica “concorrência”! Ela é quem irá sempre beneficiar o consumidor. Não é o governo nem as empresas que definem o preço da passagem. É o cliente, comprando ou não, conforme o preço oferecido. Mesmo com o mercado de voos domésticos no território brasileiro sendo restrito a empresas nacionais, o que obviamente diminui a concorrência e prejudica o consumidor, ainda existe uma briga de preços entre as poucas empresas brasileiras, já vimos muitas passagens a preço de banana nas grandes promoções.

Veja uma lista das principais taxas cobradas pelas empresas de transporte aéreo na Europa e compare com o Brasil:

Despacho de bagagem: esta mesma que estamos discutindo no Brasil

Bagagem de mão: isto mesmo, algumas empresas cobram inclusive pela mochila que você leva nas costas.

Reserva de assento: não estamos falando dos assentos mais confortáveis, mas sim uma taxa para você reservar qualquer assento.

Check-in no aeroporto: se não fez em casa pela internet, irá pagar caro no aeroporto para poder fazer o check-in.

Impressão do bilhete: não imprimiu em casa o bilhete de embarque, irá pagar para imprimir no aeroporto.

Alimentação: isto não é novidade, qualquer comida ou bebida, inclusive água, tem um preço.

Cartão de crédito: quer pagar no cartão? Também tem taxa.

Muitas taxas né? Mas existem formas de escapar de todas elas e viajar pagando algumas vezes 10 euros o trecho. Barato né? Claro, você não esta pagando pelo lanche do colega da poltrona ao lado, nem pelos 20kgs de bagagem que a moça da frente esta levando, muito menos por aquela funcionária que fica no guichê para fazer o check-in.

Este é o livre mercado. Um dia o Brasil chega lá, neste dia muito mais pessoas poderão viajar de avião. Mas por enquanto o brasileiro prefere acreditar em Papai Noel, ou melhor no Estado que “protege”  os seus interesses contra as empresas que são as vilãs, afinal algo ele precisa fazer, já que recolhe tantos impostos e não consegue dar nada em troca.

Não deixe de entrar no grupo de discussão do StartSe no Facebook e de inscrever-se na nossa newsletter para receber o melhor de nosso conteúdo!

[php snippet=5]