StartSe em Portugal: não é só vinho, bacalhau e fado

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Por Ricardo Pereira

5 de agosto de 2016 às 17:26 - Atualizado há 4 anos

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Portugal não é só vinho, bacalhau e fado! Nestes últimos dias entrei numa missão de encontrar locais direcionados ao empreendedorismo e à inovação. O Porto como é conhecido por ser uma cidade universitária, não foi muito difícil encontrar.

Na minha “pesca” por espaços de inovação encontrei um edifício denominado por Porto Design Factory, o meu primeiro pensamento foi: se isto não for uma empresa de design, deve ser uma fábrica que desenha e constrói mesas de cozinha. Deixando de brincadeiras, o nome realmente engana um pouco mas é um espaço bastante conhecido por seus projetos e parcerias com universidades de todo o mundo. Sim vocês leram bem, não é uma incubadora de empresas mas sim de projetos! Achei o conceito bastante interessante para ser sincero. Esse espaço que permite os alunos de todas as áreas de estudo se encontrarem, partilharem conhecimentos e, mais importante, criarem, é também um edifício que está aberto 24 horas por dia onde os alunos podem comer, estar e estudar sempre que precisam. É basicamente, uma segunda casa para os que estão envolvidos.

A Porto Design Factory (PDF) juntamente com as restantes doze instituições parceiras, se dedica especialmente em treinar alunos, docentes, professores que um dia se tornarão “os melhores colaboradores no futuro”. Este é o seu principal objetivo, defender uma cultura de educação experimental que pretende apoiar projetos educativos interdisciplinares.

Os projetos passam por universidades de todo o mundo: Universidade de Stanford, Universidade de Aalto, Universidade de Nottingham Trent e por aí. Basicamente os jovens juntam-se em grupos para desenvolver produtos que possam resolver alguns problemas da sociedade atual. Desde produtos de utilização doméstica a relógios com funcionalidades através do toque no tecido. Tudo o que você pode imaginar, esses jovens são muito criativos mesmo! Não me admira nada que empresas como a Ford, Ikea e Philips entrem em pareceria com a PDF.

Eu penso que a única forma de aprender é realmente experimentando, dar essa oportunidade aos estudantes permite que se tornem profissionais mais competentes, mais preparados e com um espírito mais empreendedor. As pessoas que estão envolvidas em programas como a PDF serão, sem dúvida, mais capazes de lidar com o mercado tecnológico que vivemos hoje do que os restantes estudantes que só adquiriram conhecimentos teóricos em suas faculdades. Acho que todos os países deveriam investir em programas como esse.

*Ricardo Pereira é correspondente do StartSe em Portugal. Formado em arquitetura onde investiu o seu trabalho e conhecimento durante 9 anos. Transferiu-se da arquitetura urbana para o que lhe mais apaixona, a arquitetura de empresas tecnológicas. Após a criação de algumas “maquetas”, dedica-se agora ao crescimento da Helppier, tendo a seu cargo a gestão dos grandes clientes e o crescimento para novos mercados.

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