StartSe em Nova York: quem morreu na bolha das pontocom sobreviveria hoje?

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Por Fernanda Romano

23 de janeiro de 2017 às 12:43 - Atualizado há 4 anos

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Esses dias eu estava batendo um papo com meu pai e ele me lembrou de uma startup de mais de dez anos atrás. O “Vale uma Cerveja” era um jogo em que você respondia umas perguntas – patrocinadas por marcas – e ganhava pontos para trocar por cervejas. Esses dias eu estava batendo um papo com meu pai e ele me lembrou de uma startup de mais de dez anos atrás. O “Vale uma Cerveja” era um jogo em que você respondia umas perguntas – patrocinadas por marcas – e ganhava pontos para trocar por cervejas.

Não me lembro exatamente quando foi lançado, imagino que em 99 ou 2000, bem na época em que a bolha da Internet estourou nos EUA e o mercado de investidores se retraiu. Os fundadores eram amigos meus e nós formávamos uma turma bacana: todos cheios de vontade de construir novas empresas aproveitando a oportunidade que a Internet oferecia.

Elefante, Viajo.com, Parlo, Lokau. Aposto que seu botar minha cabeça pra pensar, eu consigo lembrar de, pelo menos, umas dez empresas daquela época. Não preciso dizer que a maior parte dessas empresas deu errado. Se você tiver menos de 30 anos, a chance é que você nunca nem tenha ouvido falar na gente.

Em retrospecto, hoje eu entendo que não havia infraestrutura suficiente para todos os sonhos. Banda larga era um luxo, – convenhamos, ainda é caro e ruim hoje, imaginem há mais de quinze anos – não havia massa de usuários e, talvez o mais complicado; era tudo muito novo.

E, no entanto, nos Estados Unidos estou cercada de empresas que foram montadas naquela época, ou até antes. Claro, muitas aqui também deram errado. A maioria, na verdade. Quando a bolha estourou, o dinheiro desapareceu e as empresas não tinham condições de se bancar sem investidores. A maior parte não sabia seu modelo de negócios, ou nem tinha um. Aqui a situação foi bem mais complicada, já que o mercado capital de risco era muito mais maduro, portanto, havia muito mais empresas para “dar errado”.

Ao conversar sobre o Vale uma Cerveja – a gente chamava de V1C, meu pai me disse: hoje daria certo, né? Sim, hoje daria certo. Além de existir infraestrutura, milhões de potenciais usuários e de o mercado Brasileiro ter amadurecido para entender, aceitar e, até mesmo, apoiar iniciativas do tipo; hoje temos algo que à época era ínfimo: internet mobile.

Ainda assim, não creio que esses sejam os principais fatores para o eventual sucesso de um modelo como o do V1C – até porque esse modelo hoje precisaria ser revisitado; é jogo, precisa de Caixa Econômica, é mais complicado do que isso. Acho que principal elemento é o amadurecimento do ecossistema. Em 99 ou 2000, para você conseguir que seu negócio fosse bancado com dinheiro de anunciantes, você estava brigando por migalhas e falando com pessoas que não sabiam o que significava investir em propaganda na Internet. Meios de pagamento eram outra encrenca. Parceiros? Boa sorte.

Fast Forward para 2016. Ainda que, no Brasil, as grandes empresas de mídia tradicional continuem, porque não sabem fazer outra coisa, a resistir ao avanço da mídia online, tanto nos EUA, como na Inglaterra, há mais investimento em tudo que é “Internet” do que em TV, jornais ou OOH. Novas empresas de meios de pagamento, plataformas para comércio eletrônico e mesmo para publicação de conteúdo são lançadas toda semana. E os empreendedores no mundo todo entenderam que parceiros estão há um link de distância. Uma pesquisa rápida mostrou que não tem nada no ar em valeumacerveja.com.br. #ficacadica

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